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Ex-Google diz que IA vai superar humanos até como CEO

Por Leticia Florenço
10/08/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Mo Gawdat, ex-diretor de negócios da Google X, laboratório de inovação da Google, traz uma visão contundente sobre o futuro da inteligência artificial e seu impacto no mercado de trabalho.

Para ele, a IA não só substituirá trabalhadores em tarefas simples e operacionais, mas também poderá superar humanos em funções complexas, incluindo cargos de alta liderança, como o de CEO.

Quem é Mo Gawdat?

Com mais de 30 anos de experiência em tecnologia, Mo Gawdat foi uma das figuras-chave na Google X, onde trabalhou em projetos que abordavam grandes desafios globais, como energia sustentável, mudanças climáticas e acesso à internet.

Além disso, é autor do livro Scary Smart: The Future of Artificial Intelligence and How You Can Save Our World, no qual expõe uma análise profunda e realista sobre os avanços da IA e seus efeitos na humanidade.

O Impacto da IA no mercado de trabalho

Gawdat desafia a ideia popular de que a inteligência artificial criará uma quantidade significativa de novos empregos.

Ele afirma categoricamente que essa visão é “100% besteira” e exemplifica com sua própria startup, Emma.love, que foi desenvolvida com o auxílio da IA e que, no passado, teria exigido centenas de desenvolvedores humanos.

A substituição é real e abrange tanto funções básicas quanto profissionais altamente qualificados. A previsão não é otimista apenas para cargos operacionais, mas também para profissões que até então eram consideradas exclusivamente humanas, como médicos, professores, editores e executivos.

Benefícios para a vida pessoal e social

Apesar do choque que essa mudança pode causar na economia, Gawdat aponta um lado positivo: a automação promovida pela IA pode permitir que as pessoas tenham mais tempo livre para se dedicar à família, hobbies e atividades filantrópicas.

Ele ressalta que o modelo atual, onde a maior parte do tempo humano é consumida pelo trabalho, não é natural nem sustentável. A nova realidade pode, portanto, propiciar uma reavaliação do propósito da vida, separando a identidade pessoal do status profissional.

Para que essa transição seja justa e equilibrada, Gawdat defende a implementação de políticas de bem-estar, como a renda básica universal, que garantiria um pagamento regular e incondicional para todos os cidadãos.

O futuro com inteligência artificial exigirá adaptações rápidas e um olhar atento às implicações éticas, sociais e econômicas.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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