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Estudo mostra que morar perto do mar aumenta expectativa de vida

Por João Carlos Gomes
05/08/2025
Em Mais Tendências, Geral
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Foto: Glauco de Souza Santos/Pexels

Foto: Glauco de Souza Santos/Pexels

Para muitas pessoas, o mar representa uma forma de cura, capaz de transmitir paz e serenidade. Contudo, uma pesquisa científica recente confirmou que a água salgada também pode ter um papel importante na promoção da longevidade.

Conduzido por especialistas da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos, o estudo analisou mais de 66 mil distritos no país, que indivíduos que residem a até 48 quilômetros do litoral apresentam expectativa de vida, em média, um ano superior à média nacional, estimada em 79 anos.

Os resultados foram influenciados por uma combinação de fatores, que incluem a qualidade superior do ar, clima mais estável, ampla oferta de lazer, infraestrutura de transporte mais eficiente, menor exposição a variações térmicas extremas e maiores índices de renda.

Vale lembrar que a água do mar é rica em sal, magnésio e diversas outras substâncias que trazem diversos benefícios para o corpo. Desta forma, além do que foi observado pelo estudo, é importante ressaltar que banhos de mar frequentes também podem contribuir significativamente para a saúde.

Expectativa de vida é mais baixa em áreas próximas a outros corpos d’água

O estudo, publicado na revista científica Environmental Research, também revelou que nem todos os corpos d’água trazem benefícios. Na realidade, viver em áreas próximas a rios ou grandes lagos pode reduzir em até um ano a expectativa de vida da população.

Os resultados negativos ficaram mais evidentes em áreas urbanas, onde a poluição, a desigualdade social, a falta de oportunidades seguras para a prática de atividades físicas e o maior risco de inundações se mostraram como grandes impulsores destas diferenças, de acordo com o coautor da pesquisa, Yanni Cao.

Porém, vale ressaltar que as regiões rurais não demonstraram desempenho melhor, uma vez que os benefícios identificados foram menos consistentes em comparação às áreas costeiras.

Diante dos resultados, os pesquisadores reforçaram que as políticas de saúde pública precisam levar em conta essas diferenças regionais ao planejar ações para promover bem-estar e longevidade.

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João Carlos Gomes

João Carlos Gomes

Jornalista formado pelo Centro Universitário Carioca, criador de conteúdo e músico independente nas horas vagas.

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