Nos últimos anos, tem se tornado cada vez mais comum ouvir que o mundo está perdendo suas cores. E um estudo recente conduzido pelo Science Museum Group parece confirmar essa percepção.
Financiada pelo Creative Industries Policy and Evidence Centre (PEC), a pesquisa analisou objetos de diferentes períodos da história do Reino Unido, e observou como as cores mudaram com o passar do tempo, adotando tons cada vez mais monocromáticos e, em sua maioria, cinzentos.
Para chegar a esta conclusão, foi feita a contabilização de pixels de cores diferentes em cada objeto, bem como sua forma. Com estas informações, foi possível perceber que as mudanças tiveram início a partir da virada do século XIX para o século XX.
Neste período, tons amarronzados e amarelados começaram a perder espaço, e não apenas por questões estéticas. Afinal, a madeira passou a ser substituída por novos materiais, como o plástico e, mais tarde, o aço inox, e isso influenciou diretamente na paleta de cores dos objetos.
Não demorou para que estas mudanças afetassem tudo ao seu redor, pois além de lares e objetos, as cores prata, preto e branco também passaram a predominar em veículos, por exemplo, diluindo ainda mais as cores.
Geração Z pode trazer as cores de volta ao mundo
Nascidos entre 1994 e 2012, os integrantes da chamada “Geração Z” podem ser a solução contra a falta de cores que tem tomado conta do mundo nos últimos tempos. Isso porque sua busca por uma mudança cultural parece estar fazendo-os romper com o padrão cinzento.
Através da moda, design e cultura pop, eles estão reintroduzindo cores fortes e vibrantes para valorizar a autenticidade e a autoexpressão. Desta forma, a Geração Z acaba desafiando a lógica minimalista no processo.
Embora o design mais simples ainda predomine, é inegável que a grande mudança em curso está causando grandes impactos. Por conta disso, é possível que o futuro volte a ser, aos poucos, mais colorido.






