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Estudo japonês revela pista surpreendente sobre origem do autismo

Por Julia Martins
30/04/2025
Em Colunas, Geral, Mais Tendências
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Com o crescimento nos diagnósticos de autismo nos últimos anos, a ciência tem se aprofundado para compreender melhor como o transtorno afeta o funcionamento do cérebro. Uma nova pesquisa da Universidade de Fukui, no Japão, trouxe descobertas relevantes ao identificar uma possível relação entre níveis de certos ácidos graxos no sangue do cordão umbilical e o desenvolvimento do transtorno do espectro autista (TEA).

Ácido graxo pode influenciar sintomas do TEA

O estudo analisou cerca de 200 crianças e revelou que um composto chamado diHETrE — um ácido graxo poli-insaturado — pode estar diretamente relacionado à intensidade dos sintomas do autismo. Segundo os pesquisadores, a concentração desse elemento pode gerar efeitos distintos: em níveis elevados, o composto se associou a dificuldades de interação social; já em níveis baixos, observou-se a presença de comportamentos repetitivos e padrões restritos, ambos comuns em pessoas com TEA.

Outro ponto importante do estudo foi a diferença de resposta entre os gêneros. As meninas apresentaram mais alterações associadas ao composto, reforçando a ideia de que o autismo pode se manifestar de formas distintas em corpos femininos e masculinos.

Perspectivas para diagnósticos mais precoces

Os cientistas apontam que, por ser possível medir os níveis de diHETrE no nascimento, essa descoberta pode futuramente ajudar famílias a identificarem precocemente o risco de desenvolvimento do autismo. Com isso, seria possível iniciar intervenções ainda durante a gestação, influenciando de forma positiva o desenvolvimento neurológico do bebê. No entanto, os pesquisadores reforçam que os dados ainda são preliminares e mais estudos serão necessários até que a técnica possa ser aplicada na prática clínica.

O autismo é caracterizado por dificuldades na comunicação, interação social e comportamentos repetitivos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada 100 crianças no mundo pode apresentar algum grau do transtorno. Quanto mais cedo for identificado, maiores são as chances de adoção de terapias eficazes que melhorem a qualidade de vida da criança e de sua família.

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Julia Martins

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