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Esses são os melhores lugares no Brasil para morar

Por Karoline Calumbi
02/06/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Foto: Marcello Casal Jr/Arquivo Agência Brasil

Foto: Marcello Casal Jr/Arquivo Agência Brasil

De acordo com o Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2025, divulgado nesta quinta-feira, o município de Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, lidera novamente o ranking de qualidade de vida no país. Com uma pontuação de 73,6 em uma escala de 0 a 100, a cidade mantém, pelo segundo ano consecutivo, o posto de melhor lugar para se viver no Brasil.

O levantamento, desenvolvido por uma parceria entre instituições como Imazon, Fundação Avina, Amazônia 2030, Anattá, Centro de Empreendedorismo da Amazônia e Social Progress Imperative, avalia os 5.570 municípios brasileiros com base em 57 indicadores sociais e ambientais.

Com isso, o IPS vai além de métricas econômicas como o PIB e o IDH, analisando diretamente como os resultados sociais impactam a vida das pessoas.

Vale mencionar que, embora o índice mostre avanços em algumas regiões, ele também evidencia as desigualdades ainda presentes no Brasil, especialmente quando comparamos o interior do Sudeste e do Sul com as regiões Norte e Nordeste.

Gavião Peixoto lidera

Localizada entre os polos tecnológicos de São Carlos e Araraquara (SP), Gavião Peixoto se destaca por sua estrutura de saúde, educação e espaços públicos voltados ao bem-estar da população. Com pouco menos de cinco mil habitantes, a cidade construiu uma trajetória de desenvolvimento a partir da chegada da indústria aeronáutica, sobretudo da Embraer, em 2001.

Além disso, o ranking reforça a força dos municípios paulistas. Das 20 primeiras colocações, 14 estão em São Paulo, evidenciando um padrão de desenvolvimento sustentado por uma boa rede viária, acesso a serviços e forte integração econômica.

Quando se observa as capitais, o cenário muda. As oito melhores são Curitiba, Campo Grande, Brasília, São Paulo, Belo Horizonte, Goiânia, Palmas e Florianópolis. Entretanto, capitais como Porto Velho (RO), Macapá (AP) e Maceió (AL) ficaram nas últimas posições, refletindo desafios históricos na oferta de serviços básicos e oportunidades.

Desigualdades persistem no mapa do Brasil

É importante mencionar que o IPS 2025 trouxe cinco novos indicadores, incluindo dados sobre consumo de alimentos ultraprocessados, vulnerabilidade familiar e população em situação de rua. Isso permitiu uma análise mais sensível e precisa da realidade brasileira.

Dessa forma, o levantamento revela que, apesar de alguns municípios apresentarem crescimento econômico, isso nem sempre se reflete em qualidade de vida. Municípios do Norte, especialmente na Amazônia Legal, concentram as piores pontuações, como é o caso de Uiramutã (RR), Jacareacanga (PA) e Alto Alegre (RR).

Outro detalhe importante é que, segundo os organizadores do IPS, a melhoria da qualidade de vida depende diretamente de políticas públicas integradas, que considerem não apenas desenvolvimento econômico, mas também inclusão social e sustentabilidade ambiental.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Karoline Calumbi

Karoline Calumbi

Jornalista pela UFRRJ, universidade da baixada do Rio de Janeiro. Apaixonada pela profissão e dedicada em diariamente informar e entreter os leitores.

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