Um estudo do banco Goldman Sachs projeta mudanças relevantes no ranking das maiores economias do mundo nas próximas décadas. Entre as surpresas do levantamento está a possível ascensão da Nigéria, que pode se tornar a quinta maior economia global até 2075.
A projeção faz parte de uma análise de longo prazo que considera fatores estruturais como crescimento populacional, produtividade e adoção tecnológica. O documento busca antecipar tendências, embora especialistas ressaltem que cenários tão distantes estão sujeitos a variações.
Crescimento acelerado chama atenção
De acordo com o relatório, a Nigéria deve registrar uma das trajetórias de expansão mais rápidas do mundo. Atualmente fora do grupo das maiores economias, o país africano pode ganhar posições de forma consistente ao longo das próximas décadas.
O principal motor desse avanço seria o forte crescimento demográfico combinado a uma população majoritariamente jovem. Esse perfil tende a ampliar a força de trabalho e o mercado consumidor interno, fatores que historicamente impulsionam economias emergentes.
Fatores estruturais pesam na projeção
O banco destaca que a análise leva em conta a disponibilidade de trabalhadores, o potencial de aumento de produtividade e a difusão tecnológica. Também foram considerados os ritmos de urbanização e expansão do consumo doméstico.
Segundo a instituição, não há como eliminar totalmente riscos em previsões de tão longo prazo. Ainda assim, o estudo afirma que o exercício ajuda a compreender possíveis mudanças na dinâmica econômica global.
Novo ranking global previsto
A estimativa para 2075 indica uma reconfiguração significativa entre as maiores economias. A liderança deve permanecer com a China, seguida por Índia e Estados Unidos. Na sequência aparecem Indonésia e a Nigéria.
Completam o Top-10 projetado Paquistão, Egito, Brasil, Alemanha e Reino Unido.
Para o Brasil, a previsão é de estabilidade relativa. O país deve permanecer na oitava colocação tanto em 2050 quanto em 2075, indicando crescimento contínuo, porém menos acelerado que o de algumas economias emergentes.
Estimativas
Economistas lembram que estimativas de longo prazo não são definitivas. Fatores como instabilidade política, mudanças climáticas, reformas econômicas, conflitos geopolíticos ou avanços tecnológicos podem alterar substancialmente o cenário projetado.
Mesmo assim, o relatório reforça uma tendência observada por diversos analistas: o peso econômico global tende a se deslocar gradualmente para países hoje classificados como emergentes, especialmente na Ásia e na África.






