A presença de uma pequena dobra diagonal no lóbulo da orelha, conhecida na medicina como sinal de Frank, tem sido associada em alguns estudos a possíveis alterações nas artérias coronárias.
Embora não seja considerada um diagnóstico, o achado vem sendo analisado por pesquisadores como um possível indicador complementar de risco cardiovascular.
O sinal de Frank foi descrito pela primeira vez na década de 1970 e, desde então, diferentes pesquisas investigaram sua possível relação com doenças do coração.
Segundo especialistas, a dobra pode estar ligada a alterações na microcirculação e ao processo de envelhecimento dos vasos sanguíneos, o que também ocorre em casos de aterosclerose.
Apesar das observações, médicos reforçam que a associação não é conclusiva e que muitas pessoas com o sinal nunca desenvolvem problemas cardíacos.
Sinal não substitui diagnóstico médico
Profissionais da saúde destacam que a presença da dobra no lóbulo da orelha não deve ser usada como diagnóstico isolado.
A avaliação de risco cardiovascular depende de exames clínicos e laboratoriais, além da análise de fatores como pressão arterial, colesterol, diabetes, tabagismo e histórico familiar.
Especialistas reforçam atenção aos fatores de risco
Entre os principais elementos que aumentam a probabilidade de doenças cardíacas estão:
- Hipertensão arterial
- Colesterol elevado
- Diabetes
- Sedentarismo
- Alimentação inadequada
- Uso de cigarro
A combinação desses fatores tem impacto muito maior na saúde do coração do que qualquer sinal físico isolado.
Orientação é buscar atendimento na rede pública
Diante de qualquer dúvida, a recomendação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. Caso haja necessidade, o paciente pode ser encaminhado para avaliação com cardiologista.
No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), o programa “Agora Tem Especialistas” tem como objetivo ampliar o acesso a consultas com especialistas, incluindo cardiologistas, buscando reduzir filas e acelerar o diagnóstico de doenças cardiovasculares.






