Impulsionada pela influência do fenômeno El Niño, a temporada de ciclones tropicais de 2026 tem potencial para apresentar atividade acima da média no Pacífico Oriental e Central.
O fenômeno favorece a formação e a intensificação desses sistemas ao reduzir o cisalhamento do vento e aumentar a disponibilidade de energia nas águas superficiais da região.
Diante desse cenário, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) projeta a formação de 15 a 22 tempestades nomeadas ao longo da temporada.
Desse total, entre 9 e 14 podem se transformar em furacões, enquanto de 5 a 9 têm potencial para atingir as categorias 3, 4 ou 5 da escala Saffir-Simpson, classificadas como de grande intensidade.
Aumento dos furacões
Influência do El Niño
- O aquecimento das águas superficiais do Pacífico tropical reduz o cisalhamento do vento em parte da região.
- Esse cenário favorece a formação e a intensificação dos ciclones tropicais.
- No Atlântico, o efeito costuma ser diferente, dificultando o desenvolvimento de furacões.
Condições para formação dos ciclones
- Temperaturas oceânicas elevadas fornecem energia para as tempestades.
- A formação dos sistemas depende de águas próximas ou superiores a 26,5°C.
- Também são necessárias condições favoráveis em altitude e baixo cisalhamento do vento.
- O processo de evolução ocorre em etapas:
- Depressão tropical;
- Tempestade tropical (ventos a partir de 63 km/h);
- Furacão (ventos superiores a 119 km/h).
Aquecimento global e tempestades mais intensas
- Pesquisadores apontam que o aquecimento global tem contribuído para o fortalecimento dos ciclones tropicais.
- Estudos da NOAA indicam aumento da proporção de furacões das categorias 4 e 5 nas últimas décadas.
- Meteorologistas também observam crescimento dos casos de intensificação rápida.
Intensificação rápida
- Ocorre quando uma tempestade ganha força em poucas horas ou dias.
- Pesquisas mostram aumento da probabilidade de um ciclone evoluir para um grande furacão desde o fim da década de 1970.
- Episódios de rápida intensificação próximos ao litoral tornaram-se mais frequentes nas últimas décadas.
Especialistas alertam que, além dos ventos extremos, marés de tempestade, enchentes e deslizamentos continuam entre os principais riscos associados aos furacões mais intensos.






