De sites de compras a serviços governamentais, o cadastro biométrico se tornou uma tecnologia amplamente utilizada nos últimos anos, já que passou a ser visto como uma importante barreira contra fraudes e outros tipos de irregularidades.
No entanto, apesar da segurança associada a eles, esses dados têm se tornado cada vez mais vulneráveis a golpes. E de acordo com especialistas, tal cenário está diretamente relacionado à “banalização” do uso da biometria.
Em entrevista ao portal Tribuna Online, o o professor do Departamento de Informática da UFES, Vítor Souza, comentou que as informações estão sendo fornecidas de forma indiscriminada, o que pode favorecer vazamentos e violações.
E o argumento do professor foi reforçado pelo a advogada Suélen Schwertner, que ressaltou ainda que muitos bens e serviços não precisam deste tipo de segurança, mas ainda assim insistem em recolher a biometria de consumidores.
Levando em consideração que levantamentos recentes, realizados por empresas como a NordVPN e a Juniper Research, têm previsto aumentos no uso da tecnologia para os próximos anos, a preocupação com o tratamento dos dados se torna extremamente pertinente.
Como proteger a biometria: dicas para reforçar a segurança
É importante lembrar que, diferentemente das senhas escritas, os dados biométricos, como a impressão digital ou a imagem do rosto não podem ser alterados. Portanto, é fundamental proteger as informações para evitar vazamentos. Algumas dicas funcionais incluem:
- Autenticação de dois fatores: disponível em bancos, serviços governamentais e até mesmo redes sociais, exige a apresentação de um código gerado aleatoriamente para permitir o acesso;
- Películas: em celulares, utilizar apenas películas que não atrapalhem o sensor biométrico;
- Atualização de software: manter os sistemas de celulares e outros aparelhos sempre atualizados para corrigir falhas de segurança;
- Desconfiar de solicitações suspeitas: não fornecer dados biométricos para empresas ou indivíduos suspeitos e, se necessário, exigir verificar a Política de Privacidade da organização.
Em caso de fraudes, é fundamental não apenas comunicar sobre o ocorrido a todas as instituições e serviços nos quais a biometria é empregada, mas também registrar um Boletim de Ocorrência junto às autoridades.






