Em 2023, de acordo com o Sebrae Agro, o consumo de laticínios no Brasil atingiu níveis recordes, com destaque para o queijo, que registrou um crescimento de 12% no volume vendido. Outros produtos lácteos, como cream cheese, doce de leite, creme de leite, requeijão e leite condensado, também apresentaram aumentos significativos, variando de 1,5% a 8,5% em suas vendas.
Esses dados refletem uma tendência de valorização dos produtos lácteos de maior valor agregado no mercado brasileiro. Apesar da popularidade dos laticínios, persistem equívocos sobre seus benefícios nutricionais e a real necessidade de sua presença na dieta.
Mitos sobre leites
- Leite não é indispensável: Especialistas em nutrição apontam que, embora historicamente associado à saúde óssea pelo cálcio, o leite não é essencial para uma alimentação equilibrada. Vegetais folhosos, peixes com espinhas comestíveis e produtos industrializados enriquecidos fornecem quantidades semelhantes de cálcio, proteínas e vitaminas.
- Laticínios com baixo teor de gordura nem sempre são mais saudáveis: Estudos recentes indicam que leites integrais podem oferecer benefícios iguais ou superiores ao desnatado, inclusive na redução do risco de diabetes tipo 2. A escolha deve considerar preferências pessoais, objetivos nutricionais e calorias totais da dieta.
- Leites vegetais não substituem completamente o leite de vaca: Bebidas à base de soja, amêndoas ou aveia nem sempre fornecem a mesma quantidade de proteínas, cálcio e vitaminas. Alguns contêm açúcares adicionados, sódio ou proteínas incompletas, exigindo atenção para garantir que a dieta permaneça nutritiva.
- Intolerância à lactose não exige eliminação total de laticínios: Produtos como queijos duros, manteiga, iogurtes e creme de leite azedo contêm menos lactose e podem ser consumidos com moderação. Leites e derivados industrializados sem lactose, com enzima lactase, são alternativas seguras para quem apresenta sintomas digestivos.
- Leite cru não é mais saudável: Apesar da crença popular, o leite não pasteurizado apresenta risco de contaminação por microrganismos nocivos, como Salmonella, E. coli e Listeria. A pasteurização preserva a maior parte dos nutrientes e garante maior segurança alimentar, especialmente para crianças e populações vulneráveis






