Localizada na parte anterior do pescoço, a tireoide é uma glândula fundamental para o funcionamento do organismo. Responsável pela produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), ela regula o metabolismo e influencia diretamente funções como o funcionamento intestinal, a temperatura corporal e a frequência cardíaca.
De acordo com o endocrinologista José Marcelo Natividade, em entrevista à coluna Claudia Meireles do portal Metrópoles, a tireoide é essencial para manter o equilíbrio metabólico. Por atuar em diversos sistemas do corpo, qualquer alteração na produção hormonal pode provocar impactos amplos e, muitas vezes, silenciosos.
Dicas para tireoide saudável
- Garantir ingestão adequada de iodo – Consumir sal iodado dentro dos limites recomendados. Incluir peixes marinhos, frutos do mar, leite e ovos na alimentação. Evitar suplementação sem orientação médica, pois o excesso pode causar disfunções, como hipertireoidismo e tireoidite.
- Manter níveis adequados de selênio e zinco – Selênio: castanha-do-pará, peixes e ovos. Zinco: carnes, sementes e leguminosas. Esses nutrientes auxiliam na conversão do T4 em T3. Deficiências nutricionais podem comprometer o funcionamento da glândula.
- Adotar alimentação equilibrada e anti-inflamatória – Priorizar frutas, verduras, legumes, proteínas magras e gorduras saudáveis. Reduzir o consumo de ultraprocessados, açúcar e gorduras trans. A medida é especialmente importante na prevenção e controle de doenças autoimunes, como a tireoidite de Hashimoto.
- Controlar o estresse – O estresse crônico eleva o cortisol e pode interferir no eixo hipotálamo-hipófise-tireóide. Praticar atividade física regular. Dormir entre sete e nove horas por noite. Adotar técnicas de relaxamento e organização da rotina.
- Praticar exercícios físicos regularmente – Combinar exercícios aeróbicos e treinamento de força. Contribui para regulação metabólica e controle do peso.
Quando precisa de atenção médica?
Os primeiros sinais de disfunção tireoidiana são, em geral, sutis: cansaço excessivo, alterações de humor, dificuldade de concentração, variações de peso, pele seca e queda de cabelo. Com a evolução, os sintomas se tornam mais evidentes.
No hipotireoidismo, predominam lentidão, ganho de peso, intolerância ao frio e constipação. No hipertireoidismo, são comuns palpitações, perda de peso, sudorese e nervosismo.
A avaliação médica é indispensável. Exames como TSH, T4 livre e, quando necessário, T3 permitem diagnóstico precoce. A automedicação com hormônios pode provocar arritmias, perda óssea e complicações cardiovasculares.






