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Especialista aponta comportamento comum que interfere no controle da glicose

Por Leticia Florenço
04/02/2026
Em Colunas, Mais Tendências
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Medidores de glicose - Reprodução/Unsplash

Medidores de glicose - Reprodução/Unsplash

Controlar os níveis de glicose no sangue é um desafio que vai muito além de reduzir o consumo de doces ou açúcar refinado. Embora a alimentação tenha papel central na saúde metabólica, especialistas alertam que hábitos cotidianos aparentemente inofensivos podem comprometer seriamente esse equilíbrio.

Em meio à correria do dia a dia, muitas pessoas acabam adotando comportamentos que silenciosamente favorecem picos glicêmicos, mesmo quando acreditam estar fazendo “tudo certo”.

O impacto invisível da rotina moderna sobre o metabolismo

A endocrinologista e metabologista Jacy Alves chama atenção para um fator frequentemente negligenciado: o tempo excessivo em posição sentada.

Com jornadas de trabalho prolongadas, uso constante de computadores e lazer cada vez mais sedentário, permanecer horas sem se movimentar tornou-se algo comum e perigoso para o controle da glicose.

Segundo a especialista, esse padrão de comportamento interfere diretamente na forma como o organismo utiliza o açúcar circulante no sangue.

O papel dos músculos na regulação da glicose

Os músculos são os maiores consumidores de glicose do corpo humano. Sempre que há movimento, especialmente envolvendo grandes grupos musculares, ocorre uma maior captação desse açúcar pelas células musculares, reduzindo sua concentração no sangue.

No entanto, quando o corpo permanece inativo por longos períodos, essa função fica prejudicada. Mesmo pessoas que praticam exercícios regularmente podem sofrer as consequências se passam a maior parte do dia sentadas.

Por que o exercício isolado não é suficiente

Um dos pontos mais importantes destacados pela endocrinologista é que a prática de atividade física em um único momento do dia não neutraliza totalmente os efeitos do sedentarismo prolongado.

Ficar sentado por horas seguidas “desliga” mecanismos metabólicos essenciais, diminuindo a eficiência do organismo em controlar a glicose. Dessa forma, o metabolismo responde mais à constância do movimento ao longo do dia do que a um único período de exercício intenso.

Pequenos movimentos que fazem grande diferença

Ciente das limitações da rotina moderna, Jacy Alves defende estratégias simples e realistas. Levantar-se ao menos uma vez por hora já é suficiente para reativar o metabolismo muscular.

Caso isso não seja possível, o ideal é que algum tipo de movimento aconteça, no máximo, a cada duas horas. Caminhar pelo ambiente, alongar o corpo, fazer alguns agachamentos ou até mesmo se espreguiçar são ações eficazes para estimular o consumo de glicose pelos músculos.

A relação entre alimentação, movimento e equilíbrio glicêmico

Embora a alimentação equilibrada continue sendo indispensável, especialmente com o consumo adequado de fibras, o movimento atua como um aliado poderoso no controle da glicose.

A combinação entre escolhas alimentares conscientes e interrupções frequentes do tempo sentado cria um ambiente metabólico mais estável, reduzindo o risco de picos glicêmicos e complicações associadas.

Consciência e estratégia no lugar de restrições extremas

Para a especialista em medicina do estilo de vida, controlar a glicose não deve ser encarado como um processo de privação constante. A chave está na consciência sobre os próprios hábitos e na adoção de estratégias simples e sustentáveis.

Pequenas mudanças no dia a dia, quando feitas de forma consistente, têm potencial para transformar a saúde metabólica e promover mais autonomia, equilíbrio e qualidade de vida.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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