A osteoporose é uma doença caracterizada pela redução da densidade e da qualidade óssea, o que aumenta significativamente o risco de fraturas, especialmente com o avanço da idade.
Embora fatores genéticos tenham influência, o desenvolvimento da condição está fortemente associado a hábitos cotidianos relacionados à alimentação, ao estilo de vida e ao uso de determinados medicamentos.
Com o envelhecimento, o organismo passa a perder massa óssea em ritmo mais acelerado do que sua capacidade de reposição, processo que ocorre de forma gradual e muitas vezes sem sinais evidentes. Essa perda progressiva compromete a resistência dos ossos e amplia o risco de fraturas ao longo da vida.
Comprometimento da saúde óssea
No Brasil, dados indicam que aproximadamente 15 milhões de pessoas sejam afetadas. As consequências são expressivas: cerca de 50% das mulheres e até 25% dos homens sofrerão fraturas relacionadas à fragilidade óssea ao longo da vida.
Apesar disso, os homens costumam ter menor percepção de risco, ao contrário das mulheres, que geralmente recebem alertas sobre a perda óssea associada à menopausa.
- Baixa ingestão de cálcio: a recomendação é de 1.000 mg por dia para adultos e 1.200 mg para mulheres acima de 50 anos e homens acima de 70.
- Consumo excessivo de cafeína, refrigerantes e álcool: pode prejudicar a absorção de nutrientes essenciais e a formação óssea.
- Dietas restritivas: reduzem a oferta de vitaminas e minerais importantes para a saúde dos ossos.
- Ingestão insuficiente de proteínas: compromete a manutenção da densidade óssea.
- Sedentarismo: a falta de exercícios com sustentação de peso diminui o estímulo necessário para fortalecer os ossos.
- Tabagismo: interfere na regeneração do tecido ósseo e aumenta o risco de fraturas.
- Uso prolongado de certos medicamentos: como corticosteroides orais e inibidores da bomba de prótons, associados à perda óssea quando utilizados por longos períodos.
Cuidado com a osteoporose
A osteoporose costuma se desenvolver sem sintomas evidentes e, em muitos casos, só é identificada após fraturas provocadas por quedas simples ou impactos de baixa intensidade.
A redução acentuada da estatura ao longo do tempo também é considerada um sinal de alerta e pode indicar a necessidade de exames específicos, como a densitometria óssea (DEXA).
Como forma de prevenção, especialistas indicam a adoção de uma dieta balanceada, a prática regular de atividades físicas, especialmente aquelas com sustentação de peso, além da revisão periódica do uso de medicamentos. Quando necessário, a suplementação de cálcio e vitamina D deve ser feita sob orientação médica.





