Devido às recentes altas no preço da energia, a conta de luz se tornou uma despesa pesada para o bolso de muitos brasileiros. Contudo, aAgência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já afirmou estar avaliando medidas para reduzir o impacto.
Inclusive, em comunicado divulgado no mês passado, o órgão afirmou estar considerando uma mudança nas tarifas que pode resultar em alterações significativas nos valores pagos por consumidores de baixa tensão, como casas e pequenos comércios.
A iniciativa consiste na implementação da Tarifa Horária (ou “Tarifa Branca”), direcionada a consumidores de grande porte, definidos como aqueles cujo consumo mensal excede 1 mil kWh.
Em suma, o preço da energia variaria de acordo com o horário de consumo para estes clientes, ficando mais baixo nos períodos de maior oferta de energia limpa (solar e eólica), e aumentando no início da noite, quando a demanda aumenta e a geração de alguns dos recursos cessam.
Vale lembrar que a modalidade já existe, mas sua adesão é opcional. Contudo, Aneel pretende abrir uma consulta pública para avaliar a opinião da sociedade e, se houver apoio, a implementação da tarifa deve ser iniciada em 2026.
Nova tarifa de energia exigirá instalação de medidores mais modernos
Um dos objetivos centrais da proposta da Aneel é de alinhar as tarifas de energia à realidade atual do setor elétrico no Brasil, marcada pelo crescimento da produção de energia solar e eólica durante o dia.
Entretanto, para garantir o sucesso da implementação da nova modalidade, o órgão admite que haverá a necessidade de substituir os medidores por modelos mais modernos, que são capazes de registrar o consumo hora a hora.
Todavia, é importante destacar que não haverá custos adicionais para o consumidor, já que as trocas serão feitas pelas distribuidoras como parte de seus planos de modernização. Além disso, os valores dos equipamentos serão contabilizados como investimentos, reconhecidos pela agência nas revisões das tarifas.






