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Energia pode ficar mais cara em horário de pico com decisão da Aneel

Por Leticia Florenço
25/12/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Conta de energia - Foto: (Imagem/Reprodução)

Conta de energia - Foto: (Imagem/Reprodução)

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) propôs uma mudança que pode impactar diretamente os consumidores de energia elétrica de alto consumo com a Tarifa Branca, que diferencia os valores da conta de luz conforme o horário do dia.

A proposta ainda passará por consulta pública, mas já levanta discussões importantes sobre hábitos de consumo e custos da eletricidade.

Como funciona a Tarifa Branca

O modelo atual cobra o mesmo valor por kWh durante todo o dia. A Tarifa Branca, por sua vez, apresenta preços variáveis:

  • Horário de menor demanda (“cinza”): Descontos médios de 14%, estimulando o consumo fora dos períodos de pico.
  • Horário de maior demanda (“laranja” e “vermelha”): Valores mais altos, refletindo o aumento no custo de produção e distribuição da energia nesses períodos.

Isso significa que equipamentos como ar-condicionado, bombas de piscina e carregadores de veículos elétricos podem ser utilizados de maneira estratégica para reduzir gastos.

Quem será afetado

Atualmente, cerca de 2,5 milhões de grandes residências, comércios e serviços que consomem mais de 1.000 kWh por mês podem aderir à Tarifa Branca, mas a adesão ainda é mínima, apenas 0,1% das 75 milhões de unidades elegíveis.

Com a proposta da Aneel, a modalidade pode se tornar obrigatória para quem consome acima do limite, enquanto consumidores de menor consumo manteriam o modelo tradicional. Isso reforça a ideia de que a mudança não é apenas opcional, mas uma estratégia para adequar o uso à oferta real de energia.

Consulta pública e participação social

A agência abrirá um período de consulta pública, permitindo que cidadãos e empresas apresentem opiniões sobre a proposta. A intenção é que a sociedade participe do debate, contribuindo para um sistema de preços mais eficiente e consciente.

Para que o modelo funcione corretamente, será necessária a substituição dos medidores tradicionais por digitais, capazes de registrar o consumo hora a hora. As distribuidoras assumirão os custos como investimentos reconhecidos nos processos de revisão tarifária, garantindo que o sistema seja operacional e confiável.

A proposta da Aneel representa uma mudança na forma como a energia elétrica é consumida e cobrada no Brasil.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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