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Empresa muito famosa deve salários e pede oração aos funcionários

Por Julia Martins
06/05/2025
Em Colunas, Geral, Mais Tendências
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Foto: Pixabay

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A rede de clínicas de depilação Laser Fast, conhecida por sua ampla atuação no Brasil, enfrenta uma crise profunda. Com os serviços suspensos pela Justiça e uma série de denúncias trabalhistas, a empresa agora recorre a um pedido inusitado: que os funcionários orem pela recuperação da marca, enquanto muitos ainda aguardam o pagamento de salários atrasados.

“Coloque a empresa em oração”. Foi essa a resposta que Letícia Beatriz de Jesus Lopes, de 24 anos, recebeu da direção após cobrar o restante de seu acerto trabalhista. Letícia trabalhou apenas um mês em uma unidade de São José do Rio Preto (SP), mas saiu sem receber o combinado. Desde abril, tenta resolver o impasse na Justiça.

Segundo ela, a empresa prometeu pagar o acerto parcelado, mas só depositou três parcelas de R$ 250. O valor foi insuficiente até mesmo para cobrir as despesas básicas. “Não consegui pagar água, luz, comida. Cortaram minha energia. Quando cobrei, fui bloqueada”, contou ela em entrevista ao portal G1.

Denúncias se acumulam

A situação de Letícia não é isolada. Em 2025, mais de 30 reclamações contra a rede já foram registradas no Procon de Rio Preto. Os relatos vão desde clientes que compraram pacotes de depilação e ficaram sem atendimento até ex-funcionários que saíram sem receber seus direitos.

A supervisora de vendas Fabiana Costa, de 33 anos, trabalhou por cinco anos na Laser Fast e foi demitida em março. Desde então, aguarda o pagamento do salário, FGTS e acerto, uma dívida que já soma quase R$ 25 mil. “Tenho duas filhas pequenas. As contas se acumularam. Eles me bloquearam, não respondem mais”, diz.

Tentativa de silenciar os ex-funcionários

Em vez de resolver os problemas, a empresa tem respondido às cobranças com tentativas de dissuadir os ex-funcionários de levar o caso à imprensa. Em mensagens obtidas pela reportagem, a direção afirma que os relatos “estão denegrindo a imagem da marca” e que “ir atrás de mídia não irá resolver a situação da empresa”.

Apesar disso, os ex-colaboradores continuam buscando seus direitos pela via judicial, enquanto a Laser Fast tenta conter a crise e evitar que a repercussão negativa cresça ainda mais.

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Julia Martins

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