Durante o Seminário Nacional Educação Infantil: Diagnóstico e Ações, realizado na quarta-feira (10), foram apresentados os resultados do estudo Retrato da Educação Infantil 2025, desenvolvido pelo Ministério da Educação (MEC) em parceria com o Gaepe-Brasil.
O levantamento se consolidou como uma das principais referências nacionais para o diagnóstico e o planejamento da educação infantil ao abranger todos os municípios brasileiros e o Distrito Federal. A ampla cobertura reforça a transparência sobre os desafios históricos do setor, em especial aqueles relacionados ao acesso à creche e à identificação de demandas ainda não atendidas.
Educação infantil no Brasil
De acordo com o estudo, a sistematização e a qualificação dos dados representam avanços relevantes para a gestão pública, permitindo que estados e municípios aprimorem estratégias de atendimento, fortaleçam a articulação entre diferentes políticas setoriais e adotem instrumentos de gestão mais eficientes na educação infantil, orientados por evidências.
- Ampliação do registro da demanda por creche: em 2025, 52,1% das redes municipais (2.904 municípios) declararam demanda não atendida, ante 44% no ano anterior.
- Crescimento das filas: entre os municípios que mensuram a demanda, foram contabilizadas 826,3 mil solicitações por vagas, aumento de 30,6% em relação ao levantamento anterior.
- Maior procura por bebês: as inscrições de crianças de 0 a 11 meses quase dobraram, passando de 123 mil para 238 mil pedidos, indicando maior conscientização das famílias sobre o direito à educação na primeira infância.
- Avanços na comunicação institucional: 77,8% dos municípios realizam ações de mobilização para informar a população sobre o direito à creche, com campanhas em escolas, visitas domiciliares e uso de canais digitais.
- Organização das listas de espera: 48,4% das redes que mantêm fila já utilizam sistemas integrados de gestão, contribuindo para maior controle e transparência.
- Articulação intersetorial: em 64,3% dos municípios há identificação ativa de crianças de 0 a 3 anos fora da escola e das listas de espera, com mais de 80% dessas ações realizadas em parceria com saúde e assistência social.
- Alta cobertura na pré-escola: o atendimento nacional a crianças de 4 e 5 anos alcança 94,6%, com 83,2% das redes adotando ações para localizar crianças fora da escola.
- Busca ativa integrada: 91,4% dos municípios realizam busca ativa na pré-escola em articulação com políticas de proteção social






