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Dono da Havan quase quebrou e escapou por pouco da falência

Por Leticia Florenço
12/11/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Dono da Havan quase quebrou e escapou por pouco da falência

Luciano Hang - Reprodução

Quando se fala de Luciano Hang, dono da Havan, é comum imaginar o empresário bilionário que aparece em eventos, grava vídeos motivacionais e inaugura megastores pelo Brasil.

Mas, antes de toda a fama e da imagem extravagante, houve um período de fracassos, dívidas, noites mal dormidas e o medo real de ter de abandonar o comércio. Poucos brasileiros sabem que o dono da Havan esteve, não apenas uma, mas várias vezes à beira da falência.

Hang nasceu em Brusque, Santa Catarina, em uma família sem grandes recursos. A entrada no comércio não veio por vocação, e sim por necessidade: começou a trabalhar como balconista em uma pequena loja de tecidos.

Foi ali que aprendeu o básico do varejo, negociar, ouvir o cliente e encontrar oportunidades no meio das dificuldades.

O plano ousado que virou pesadelo

Num período em que o comércio têxtil brasileiro era engessado, ele decidiu inovar: vender tecidos importados diretamente ao consumidor, eliminando intermediários. A ideia era revolucionária, mas o retorno não veio.

O mercado não estava preparado e o fluxo de caixa ficou cada vez mais apertado. O que deveria ser uma jogada estratégica se transformou em um rombo financeiro.

A primeira falência foi dolorosa, mas a segunda e a terceira foram devastadoras. A cada tentativa frustrada, as dívidas aumentavam, fornecedores pressionavam e a autoconfiança diminuía.

Para não fechar definitivamente, Hang chegou a dormir dentro da própria loja, tentando cortar custos no limite do impossível. Ele literalmente viveu no negócio para tentar salvá-lo.

A viagem que mudou seu destino

Sem saber se continuaria no comércio, Hang viajou aos Estados Unidos. Lá, descobriu algo que não existia no Brasil: lojas gigantes, experiência de compra, marketing visual forte e identidade própria. Ele percebeu que o produto era apenas parte do negócio, o que vendia era o impacto.

De volta ao Brasil, ele decidiu ousar de novo. Surgiu a primeira megaloja com fachada azul, branca e uma réplica da Estátua da Liberdade. A proposta chamou tanta atenção que gerou problemas com as autoridades locais, quase fecharam a loja por conta da estátua.

Mas o que parecia exagero se tornou o grande diferencial da marca.

A transformação da Havan em império

A partir daí, as lojas foram crescendo em tamanho, público e presença nas cidades. A Havan deixou de ser apenas uma loja para virar um espetáculo visual. Goste-se ou não, ninguém passa em frente a uma unidade da Havan sem olhar.

O que começou como uma tentativa desesperada virou uma das maiores redes varejistas do país, com mais de 180 lojas e milhares de funcionários.

No caminho, Hang assumiu um estilo provocador: ternos verde e amarelo, discursos nacionalistas, presença intensa em redes sociais. Sua figura virou parte da estratégia de marketing. Ele não vende apenas produtos, vende uma imagem, uma opinião e um jeito de fazer varejo que o coloca sempre em evidência.

Cirurgia inesperada e ausência que gerou dúvidas

No último fim de semana, sua ausência na inauguração de uma megaloja no Rio Grande do Sul causou estranhamento. A razão foi séria: Hang precisou passar por uma cirurgia de emergência no braço para conter uma inflamação.

Mesmo internado, gravou vídeos para a equipe dizendo que estava bem e que logo retornaria às atividades. A assessoria confirmou que ele deve receber alta entre segunda (10) e terça-feira (11).

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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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