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Doença transmitida pelo beijo aumenta casos no período de Carnaval

Por Leticia Florenço
06/02/2026
Em Colunas, Mais Tendências
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Carnaval - Reprodução/iStock

Carnaval - Reprodução/iStock

O Carnaval é marcado por festas, calor, aglomerações e muita interação entre as pessoas. Em meio a beijos, abraços e celebrações, cresce também a preocupação com uma infecção conhecida popularmente como “doença do beijo”, a mononucleose infecciosa, que costuma registrar aumento de casos nesse período.

A mononucleose é uma infecção causada pelo vírus Epstein-Barr, pertencente à família do herpesvírus. Embora muitas pessoas tenham contato com o vírus ainda na infância, ele pode passar despercebido nessa fase por causar sintomas leves ou inexistentes.

O problema aparece com mais intensidade quando a infecção ocorre na adolescência ou na vida adulta, situação cada vez mais comum no Brasil.

Por que o beijo é o principal meio de transmissão

A principal forma de contágio é o contato direto com a saliva, especialmente em beijos prolongados, aqueles com troca efetiva de saliva. Beijos sociais, como os na bochecha, não costumam oferecer risco.

Segundo especialistas, o vírus permanece “adormecido” no organismo após a infecção inicial e pode ser eliminado pela saliva em determinados momentos, mesmo sem sinais evidentes da doença. Isso torna a transmissão silenciosa e difícil de prever.

Mudança no perfil dos infectados

De acordo com o infectologista Celso Granato, do grupo Fleury, em países com melhores condições socioeconômicas a infecção costuma ocorrer mais tarde, geralmente na adolescência. Esse mesmo padrão vem sendo observado no Brasil.

A explicação está ligada às melhores condições de higiene e menor exposição ao vírus na infância, o que adia o primeiro contato e aumenta a chance de sintomas mais intensos quando a infecção acontece.

Sintomas que merecem atenção

Os sinais da mononucleose costumam surgir de forma intensa e podem durar semanas. Entre os principais sintomas estão:

  • Febre alta e persistente
  • Dor de garganta intensa
  • Cansaço extremo e prolongado
  • Inchaço dos gânglios linfáticos
  • Aumento do fígado e do baço

Em alguns casos, a fadiga pode se estender por meses, impactando a rotina do paciente.

Cuidados e tratamento recomendados

Não existe um tratamento específico para eliminar o vírus. O foco é aliviar os sintomas e evitar complicações. As recomendações médicas incluem:

  • Uso de analgésicos e antitérmicos, como a Novalgina
  • Ingestão abundante de líquidos para prevenir desidratação
  • Repouso físico, especialmente nas fases mais intensas da doença

O médico alerta para a importância de evitar exercícios físicos, já que o aumento do baço pode levar a complicações graves.

Carnaval exige atenção redobrada

Durante o Carnaval, a combinação de calor, cansaço e maior contato físico cria o cenário ideal para a disseminação do vírus. Beijos múltiplos e ausência de sintomas aparentes em quem transmite tornam a prevenção mais difícil.

Embora a festa seja um momento de alegria, especialistas reforçam a importância de estar atento aos sinais do corpo após o período festivo e procurar atendimento médico diante de sintomas persistentes.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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