Faltando 93 dias para o início da Copa do Mundo FIFA 2026, a entidade máxima do futebol mundial está atenta aos acontecimentos geopolíticos no Oriente Médio. A recente escalada nos conflitos em países árabes e a participação militar dos Estados Unidos sugerem um cenário de indefinição às vésperas do torneio. Autoridades da FIFA tiveram que se manifestar sobre o assunto.
O diretor de operações da FIFA, Heimo Schirgi, emitiu sua opinião na segunda-feira (09) sobre a guerra em andamento na Ásia, explicando que o conflito não irá atrapalhar a realização do evento e que a Copa do Mundo é um evento grande demais para ser cancelado ou adiado.
– “Em algum momento, chegaremos a uma resolução e a Copa do Mundo acontecerá, obviamente. O torneio é muito grande e esperamos que todos os classificados possam participar.” – comentou Schirgi em um evento no Centro Internacional de Transmissão, na cidade de Dallas, nos Estados Unidos.
O diretor de operações também garantiu que a FIFA está monitorando os desdobramentos do conflito, que envolvem cinco países que já estão garantidos na Copa do Mundo.
Irã não garante presença no Mundial
O presidente da Federação de Futebol do Irã (FFIRI), Mehdi Taj, voltou a polemizar sobre a participação do país asiático no torneio de seleções neste ano. Em entrevista para a TV estatal do país, o mandatário da entidade que organiza o futebol iraniano afirmou que o cenário de guerra entre os Estados Unidos e o Irã colocam em dúvida a participação do país asiático na principal competição de seleções do mundo.
Taj também fez fortes críticas a Donald Trump, presidente norte-americano. O presidente da FFIRI não gostou da atitude de Trump de oferecer asilo político na Austrália para jogadoras da seleção feminina do Irã, que estão disputando a Copa Asiática no país da Oceania. As atletas foram consideradas “traidoras da pátria” após se recusarem a cantar o hino nacional iraniano antes de uma partida contra a Coreia do Sul.






