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Dificuldade de identificar autismo em meninas pode adiar suporte

Por Yasmin Henrique
12/02/2026
Em Mais Tendências, Colunas
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Dificuldade de identificar autismo em meninas pode adiar suporte

Autismo (Foto: reprodução/Tara Winstead/Pexels)

A identificação do transtorno do espectro autista (TEA) apresenta variações entre meninos e meninas, fenômeno relacionado a obstáculos estruturais no acesso a avaliação diagnóstica e serviços de apoio, com impactos diretos sobre saúde mental, trajetória escolar e participação social.

Estudos científicos apontam que meninas costumam ser diagnosticadas mais tardiamente, o que pode postergar o início de tratamentos e intervenções educacionais, aumentando riscos e dificuldades ao longo do desenvolvimento.

Diagnóstico tardio em meninas

Um estudo populacional realizado na Suécia, que acompanhou cerca de 2,7 milhões de pessoas entre 1985 e 2020, estimou prevalência de diagnóstico de TEA em torno de 2,8% entre indivíduos de 2 a 37 anos. 

Embora historicamente mais frequentes em meninos, os diagnósticos tendem a se equilibrar entre os sexos até o início da vida adulta, indicando possível subdiagnóstico em meninas durante a infância.

A idade mediana de identificação também difere, com meninos sendo diagnosticados anos antes, o que amplia o tempo sem suporte adequado para meninas.

Pesquisas recentes associam esse atraso a fatores como diferenças na apresentação clínica, maior capacidade de mascaramento social e limitações em critérios diagnósticos baseados em padrões masculinos. 

Esse contexto favorece situações de “diagnostic overshadowing”, quando sinais do espectro são interpretados como outros transtornos, como ansiedade ou TDAH, atrasando o diagnóstico correto e restringindo o acesso a intervenções especializadas.

Risco no atraso em identificar o autismo

O atraso na identificação do TEA pode ampliar o risco de sofrimento emocional, dificuldades escolares persistentes e restrições no acesso a suporte e adaptações educacionais.

A ausência de diagnóstico precoce também pode afetar a construção da identidade e o acesso a redes de apoio, especialmente na adolescência e no início da vida adulta.

Diante disso, cresce o debate sobre a necessidade de atualizar instrumentos diagnósticos, ampliar a formação profissional e desenvolver métodos de triagem mais sensíveis às manifestações do espectro em meninas e mulheres. 

Expandir o acesso a avaliações especializadas e a intervenções precoces é apontado como estratégia essencial para reduzir desigualdades no diagnóstico e melhorar resultados educacionais e sociais ao longo da vida.

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Yasmin Henrique

Yasmin Henrique

Jornalismo na federal de Alagoas. Paulista de nascença, moro há mais de uma década no estado nordestino. Desde pequena fascinada pelo mundo da leitura e da escrita.

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