Cerca de 5 mil moedas dos séculos XVII e XVIII foram encontradas enterradas em um campo agrícola na vila de Świerszczów, no leste da Polônia, próximo à fronteira com a Ucrânia.
O achado foi feito por Grzegorz Panek, membro da Associação Histórica de Exploração “GROSSUS”, durante uma busca autorizada com detector de metais.
Pesquisadores acreditam que, somando o valor histórico e o interesse de colecionadores, o tesouro pode alcançar dezenas de milhares de euros no mercado especializado, embora a estimativa oficial ainda dependa da catalogação completa das moedas.
Moedas do século 17
Composição do tesouro
- A maior parte das cerca de 5 mil moedas encontradas é formada por peças de cobre chamadas “boratynki”.
- As moedas foram emitidas entre 1650 e 1657 durante o reinado de Jan II Kazimierz.
- Algumas peças podem valer dezenas de euros dependendo do estado de conservação.
Moedas raras
- O tesouro também inclui 29 moedas de prata mais raras e valiosas.
- Há exemplares ligados aos reinados de Jan Kazimierz, João III Sobieski, Frederick Wilhelm e Leopoldo I.
- Especialistas afirmam que moedas semelhantes podem valer de centenas a milhares de euros.
Estado do material
- O tesouro pesa cerca de cinco quilos.
- Muitas moedas estavam corroídas e grudadas devido ao tempo enterradas no solo.
- Fragmentos de tecido indicam que as peças estavam guardadas em um saco de pano ou lona no início do século XVIII.
Investigação e contexto histórico
- Arqueólogos e representantes do Museu Stanisław Staszic acompanharam a descoberta.
- Nenhuma construção ou objeto ligado diretamente ao tesouro foi encontrado no local.
- Especialistas afirmam que esconder moedas era comum na região durante guerras e invasões do século XVII.
Todo o tesouro foi encaminhado ao museu de Hrubieszów, onde as moedas passarão por processos de conservação, análise detalhada e futura exposição ao público.
Uso do detector de metais no Brasil
A descoberta voltou a chamar atenção para o uso de detectores de metais em buscas históricas. No Brasil, a prática cresce principalmente em praias e áreas rurais, mas a legislação determina que objetos arqueológicos são patrimônios da União e protegidos pelo IPHAN.
A Lei nº 3.924/1961 proíbe a retirada desses materiais sem autorização oficial. Especialistas alertam que buscas ilegais podem danificar sítios arqueológicos e causar perda de informações históricas importantes.






