Uma equipe de arqueólogos encontrou no Egito um fragmento de uma estátua monumental atribuída ao faraó Ramsés II durante escavações no sítio de Tell el-Faraoun, localizado na província de Sharqia, no delta do Nilo.
O trabalho foi realizado por uma missão do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito. A descoberta reacende debates sobre uma possível relação entre Ramsés II e o faraó do Êxodo.
Apesar da ausência de evidências, a proximidade geográfica e temporal mantém a discussão entre especialistas, enquanto a menção a Pi-Ramsés na Bíblia reforça interpretações simbólicas do período.
Descoberta no Egito
Descrição do achado arqueológico
- O fragmento corresponde à parte superior de uma estátua, incluindo cabeça e tronco.
- Mede cerca de 2,2 metros de altura e tem peso estimado entre cinco e seis toneladas.
- Apesar de incompleta, a peça preserva características do estilo artístico do Novo Império egípcio.
- Esses elementos reforçam a hipótese de associação com Ramsés II, que governou entre 1279 e 1213 a.C.
Origem e possível deslocamento da peça
- Pesquisadores apontam que a estátua pode ter sido produzida originalmente na antiga capital Pi-Ramsés.
- Há indícios de que tenha sido transferida posteriormente para outro centro religioso.
- Esse tipo de deslocamento era uma prática comum no Egito antigo, ligada à reutilização de monumentos reais.
Contexto arqueológico do sítio
- O achado ocorreu em Tell el-Faraoun, na província de Sharqia, no delta do Nilo.
- O local era conhecido na Antiguidade como Imet.
- A região reúne vestígios de diferentes períodos históricos, incluindo complexos religiosos.
- Esses achados reforçam a relevância contínua do sítio na organização administrativa e religiosa do Egito antigo.
Relação bíblica
Especialistas afirmam que a arqueologia raramente confirma narrativas religiosas de forma direta, mas pode oferecer contexto histórico.
Nesse sentido, o achado amplia o entendimento sobre a presença e influência de Ramsés II no delta do Nilo, indicando possível maior relevância administrativa da região no Egito antigo.
O material passa por restauração, com limpeza, estabilização e análise, e deve integrar futuramente um acervo museológico.
O sítio também já revelou estelas e estruturas religiosas, sugerindo ocupação contínua e importância administrativa e ritual ao longo de diferentes períodos históricos.






