Em fevereiro de 2026, os Estados Unidos adotaram uma tarifa global de 15% sobre produtos importados, ação que favorece especialmente o Brasil. Antes dessa mudança, os produtos brasileiros estavam sujeitos a uma tarifa média de 26,3% no mercado norte-americano.
Com a nova política, a alíquota média foi reduzida para 12,8%, uma queda de 13,6 pontos percentuais, a maior entre os principais parceiros comerciais dos Estados Unidos, de acordo com dados do Global Trade Alert.
Impacto no Brasil e demais países
No novo cenário tarifário dos EUA, alguns produtos brasileiros, como aço, alumínio, cobre, madeira e automóveis, permanecem sujeitos ao regime anterior, enquanto cerca de mil itens seguem isentos, incluindo medicamentos e minerais estratégicos. No cenário internacional:
- China: redução de 36,8% para 29,7%
- Canadá: queda de 3,3 pontos percentuais
- México: queda de 2,9 pontos percentuais
- Alemanha, Itália e França: tarifas mínimas de 14,3%
- Reino Unido, Itália e Singapura: aumento de encargos devido à nova taxa global
Especialistas apontam que essa uniformização confere vantagem competitiva imediata ao Brasil, tornando suas exportações mais atraentes e posicionando o país ao lado de nações como China e Índia, também beneficiadas pela medida.
Decisão econômica dos EUA
A nova tarifa global substituiu o antigo sistema de taxas diferenciadas, que aplicava encargos mais altos a determinados produtos brasileiros. A medida tem validade de 150 dias e sua permanência depende da aprovação do Congresso dos Estados Unidos, mantendo os exportadores em situação de incerteza.
A decisão da Suprema Corte norte-americana, que invalidou o modelo anterior, buscou equilibrar a proteção comercial com condições mais uniformes para os exportadores.
Essa mudança ocorre em um contexto de revisão das relações comerciais dos EUA com seus aliados, afetando cadeias de suprimento e estratégias de exportação.
No curto prazo, os exportadores brasileiros ganham vantagem competitiva no mercado norte-americano, mas ainda precisam monitorar de perto futuras decisões de Washington para planejar operações e minimizar riscos diante da volatilidade do mercado.






