O calendário oficial do abono salarial PIS/Pasep 2026 está prestes a ser definido e a expectativa envolve milhões de trabalhadores em todo o país. A proposta apresentada pelo Ministério do Trabalho e Emprego prevê o início dos pagamentos a partir de 15 de fevereiro de 2026.
Para que o cronograma se torne oficial, ele ainda precisa ser aprovado pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador, o Codefat, que deve votar a proposta nos próximos dias. Essa decisão é fundamental, pois estabelece todas as datas de liberação dos valores ao longo do próximo ano.
A responsabilidade pela validação do calendário do PIS/Pasep é do Codefat, órgão que administra os recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador. O cronograma é elaborado pelo Ministério do Trabalho com base em projeções orçamentárias e no número estimado de beneficiários.
Após a aprovação, as datas passam a valer oficialmente e não costumam sofrer alterações, o que torna essa etapa decisiva para o planejamento financeiro dos trabalhadores.
Quando o dinheiro começa a cair na conta
Se o calendário for confirmado, os pagamentos terão início em fevereiro de 2026 e seguirão um cronograma escalonado, organizado de acordo com o mês de nascimento do trabalhador da iniciativa privada ou do servidor público.
O prazo final para saque vai até o último dia do calendário bancário de 2026. Caso o beneficiário não retire o valor dentro desse período, o dinheiro retorna aos cofres públicos, embora ainda exista a possibilidade de solicitar o pagamento em até cinco anos.
Regras mais rígidas reduzem o número de beneficiários
A partir de 2026, as regras para ter direito ao abono salarial se tornam mais restritivas. Terão direito apenas os trabalhadores que exerceram atividade formal por, no mínimo, 30 dias em 2024 e que receberam, em média, até R$ 2.765,92 por mês.
Antes, o critério de renda era baseado em até dois salários mínimos, o que ampliava o alcance do benefício. Com a mudança, parte dos trabalhadores deixa de se enquadrar nas novas exigências.
Além da renda e do tempo de trabalho, o trabalhador precisa estar inscrito no PIS ou Pasep há pelo menos cinco anos, contados a partir do primeiro vínculo formal. Na prática, isso significa ter iniciado a vida profissional com registro em carteira até 2021.
Outro ponto crucial é a correta informação dos dados pelo empregador no eSocial, pois inconsistências no cadastro podem impedir o pagamento, mesmo que todos os demais critérios sejam cumpridos.
Como consultar se há direito ao abono salarial
A consulta ao PIS/Pasep 2026 poderá ser feita de forma totalmente digital. O trabalhador pode verificar se tem direito por meio da Carteira de Trabalho Digital, do aplicativo Caixa Trabalhador ou do Caixa Tem.
Nessas plataformas, também é possível acompanhar a data prevista para o pagamento e o valor estimado a ser recebido, evitando surpresas ou perda do prazo.
Como será feito o pagamento em 2026
O pagamento do abono salarial continuará sendo realizado pela Caixa Econômica Federal, no caso do PIS, e pelo Banco do Brasil, no caso do Pasep destinado aos servidores públicos.
A preferência é pelo crédito automático em conta bancária ou conta digital, mas o saque também poderá ser feito em caixas eletrônicos, lotéricas e agências, conforme o canal escolhido pelo beneficiário.
Valor do abono depende do tempo trabalhado em 2024
O valor do PIS/Pasep não é fixo e varia conforme a quantidade de meses trabalhados no ano-base de 2024. O cálculo utiliza o salário mínimo projetado para 2026, estimado atualmente em R$ 1.621. O valor é dividido por 12 e multiplicado pelo número de meses trabalhados.
Assim, quem trabalhou apenas um mês recebe uma quantia proporcional, enquanto quem trabalhou durante todo o ano pode alcançar o valor máximo.
Mesmo sendo um direito garantido por lei, o abono salarial pode ser perdido se o trabalhador não acompanhar o calendário oficial e não realizar o saque dentro do prazo estabelecido.
Com a definição do cronograma do PIS/Pasep 2026 se aproximando, acompanhar as datas e conferir os dados cadastrais se torna essencial para não deixar de receber um recurso que pode fazer diferença no orçamento.





