No Brasil, a prática do horário de verão foi abolida em 2019, mantendo o fuso horário fixo ao longo do ano. Antes disso, os relógios eram adiantados para aproveitar melhor a luz do dia e reduzir o consumo de energia, especialmente durante os meses de verão.
A medida beneficiava principalmente a iluminação residencial, mas estudos recentes indicam que seu impacto na economia de energia tornou-se limitado devido a mudanças nos hábitos de consumo e à maior eficiência dos sistemas elétricos.
Horário de verão
Mesmo sem o ajuste oficial, o verão brasileiro continua a proporcionar dias mais longos, com horários de nascer e pôr do sol variando conforme a região. Esse aumento da luminosidade natural influencia a rotina diária, favorecendo atividades ao ar livre, impactando o ciclo de sono e incentivando a reorganização de horários de trabalho e lazer.
No exterior, muitos países ainda alternam horários conforme as estações. Na Europa, o fim do verão inicia o horário de inverno, atrasando os relógios em uma hora para aproveitar melhor a luz matinal e reduzir consumo de energia. Na Espanha, em 2025, a mudança ocorrerá em 26 de outubro, com o sol nascendo entre 8h e 8h30 e se pondo entre 17h30 e 18h. Nos Estados Unidos, o horário de verão vai do segundo domingo de março ao primeiro domingo de novembro, enquanto Austrália e Nova Zelândia ajustam os relógios entre outubro e abril.
Impactos
O conceito de ajuste de horários remonta ao século XVIII, quando Benjamin Franklin propôs antecipar o início do dia para economizar luz. A prática ganhou caráter mais estruturado durante a Primeira Guerra Mundial e, ao longo do século XX, foi oficialmente adotada em diversos países, especialmente em resposta a crises energéticas.
Tanto no Brasil quanto no exterior, essas alterações impactam o ritmo circadiano, podendo provocar insônia, cansaço, irritabilidade e dificuldade de concentração durante o período de adaptação, que geralmente varia de três dias a duas semanas. Além disso, as diferenças de fusos horários afetam a comunicação internacional, compromissos profissionais e operações econômicas, demandando atenção especial de viajantes e empresas com atuação global.





