De acordo com o portal Diario de Pernambuco, moradores e empresas provedoras de internet que atuam no bairro do Ibura, na Zona Sul do Recife, enfrentam uma verdadeira privação de liberdade devido à atuação de grupos criminosos na região.
Isso porque, segundo um representante de uma das companhias, eles entram em contato por aplicativos de mensagem como o WhatsApp exigindo uma lista de todos os clientes ativos e fazem ameaças caso não haja o pagamento de taxas ilegais, que têm chegado a R$ 10 por cliente.
“Boa noite, até o dia 20, quem não pagar, iremos arrancar ‘todas as internet’ e não terá mais acordo para todos. Será proibido subir em poste, colocar internet nas nossas áreas. Quem for pego fazendo isso, será punido severamente”, diz uma das mensagens enviadas pelos criminosos.
Outras denúncias apontam que, para continuarem operando, algumas empresas têm recorrido à associação com criminosos, que então obrigam os moradores a contratá-las. As ações se concentram, principalmente, em localidades como UR-5, UR-6, UR-10, Lagoa Encantada e Vila dos Milagres.
Por meio de nota, a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) informou que instaurou um inquérito policial para apurar o caso e disponibilizou canais de atendimento para o recebimento de denúncias. As informações podem ser repassadas pelos telefones 0800 081 5001 e (81) 99488-3455, ou presencialmente na delegacia mais próxima.
Ameaças de criminosos à provedores de internet ocorrem em diversos bairros no Brasil
Infelizmente, situações como a que ocorre no Recife têm se repetido em diversos bairros pelo Brasil. No Rio de Janeiro, por exemplo, mais de 120 investigações foram abertas pela Polícia Civil desde o ano passado por conta de criminosos que instalam redes ilegais, impedem empresas autorizadas de atuar e, em muitos casos, cobram pedágio das operadoras e clientes.
Casos semelhantes também foram relatados em diversas regiões do Pará e do Ceará, forçando diversos serviços de provedores de internet a serem interrompidos, uma vez que pequenas empresas são obrigadas a fechar as portas.
Mas vale destacar que até mesmo grandes nomes do setor também acabam sendo afetados, uma vez que também acabam sendo impedidos de atuar em diversos bairros e comunidades. De acordo com autoridades, casos como estes seguem sob investigação.





