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Cozinhas brasileiras estão deixando o botijão de gás de lado após inovação

Por Jeferson da Rosa
06/01/2026
Em Mais Tendências, Colunas
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Cozinhas brasileiras estão deixando o botijão de gás de lado após inovação - Imagem: Pixabay

Cozinhas brasileiras estão deixando o botijão de gás de lado após inovação - Imagem: Pixabay

O gás de cozinha está entre os itens mais presentes no dia a dia dos brasileiros. Seja por meio de redes de gás encanado, comuns em algumas regiões metropolitanas, ou pelo tradicional botijão, usado na maioria dos lares, ele sempre foi a principal fonte de energia para o preparo das refeições.

No entanto, mudanças recentes no mercado de eletrodomésticos indicam que essa dependência pode começar a diminuir. Com o avanço tecnológico dos fogões elétricos, uma alternativa sem gás passa a ganhar espaço nas cozinhas do país.

Cozinhas brasileiras estão deixando o botijão de gás de lado após inovação

A inovação que chama atenção é o fogão de indução, um equipamento que funciona a partir de energia elétrica e dispensa completamente o uso de chamas.

Diferente dos modelos convencionais, ele não aquece por resistência nem por combustão. O calor é gerado por campos magnéticos que atuam diretamente no fundo da panela, elevando rapidamente a temperatura do recipiente e dos alimentos.

A superfície do fogão permanece praticamente fria durante o uso, o que altera a forma tradicional de cozinhar.

Esse funcionamento traz impactos diretos na segurança doméstica. Ao eliminar o gás, desaparecem riscos comuns associados a vazamentos, explosões e intoxicações, além de reduzir a possibilidade de queimaduras acidentais.

Esse fator tem pesado na decisão de consumidores que vivem em apartamentos, residências compactas ou imóveis onde o uso de gás é limitado por normas técnicas.

Outro ponto que contribui para a adoção do fogão de indução é a eficiência. Como o aquecimento ocorre apenas na panela, há menos desperdício de energia. O preparo dos alimentos tende a ser mais rápido, o que também influencia no consumo elétrico ao longo do tempo.

Embora o custo inicial do equipamento ainda seja superior ao dos fogões a gás, muitos consumidores avaliam que o investimento pode se compensar no uso prolongado.

Mas o gás de cozinha não deve ser completamente abandonado nos lares brasileiros

A mudança, no entanto, não acontece sem ajustes. O fogão de indução exige panelas específicas, fabricadas com materiais magnéticos, o que pode representar um gasto adicional para quem decide fazer a transição.

Além disso, em regiões com fornecimento elétrico instável ou tarifas elevadas, o gás ainda se mantém como opção mais viável, já que o uso do fogão por indução pode encarecer a fatura de energia.

Por esses motivos, especialistas avaliam que o abandono completo do botijão não deve ocorrer de forma imediata. A tendência é de crescimento gradual da nova tecnologia, acompanhando a queda de preços, a ampliação da oferta e a adaptação da infraestrutura doméstica.

Se o gás deixará de ser predominante no futuro ainda é incerto, mas a forma de cozinhar no Brasil já começa a passar por uma transformação silenciosa.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Jeferson da Rosa

Jeferson da Rosa

Jornalista apaixonado pela profissão.

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