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Couve ‘falsa’ leva quatro pessoas para internação no Brasil

Por Leticia Florenço
09/10/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Nicotiana glauca - Reprodução

Nicotiana glauca - Reprodução

Quatro pessoas foram internadas em Patrocínio, no Alto Paranaíba, depois de ingerirem a Nicotiana glauca, popularmente chamada de “falsa couve”. O incidente ocorreu durante um almoço familiar em uma chácara na zona rural da cidade, onde a família havia se mudado recentemente.

Uma mulher de 37 anos, em estado mais crítico, sofreu parada cardiorrespiratória durante o atendimento médico.

Entre os internados, uma criança de 2 anos também foi levada para observação. Embora não tenha ingerido a planta, os médicos optaram por manter a vigilância devido à proximidade com os demais familiares intoxicados.

O engano fatal

Segundo o Corpo de Bombeiros, a família confundiu a Nicotiana glauca com um pé de couve devido à aparência semelhante. A planta foi refogada e servida no almoço, causando sintomas graves logo após o consumo.

Conhecida também como charuteira ou tabaco-arbóreo, a Nicotiana glauca é extremamente tóxica. A professora doutora Amanda Danuello, especialista em química de produtos naturais da UFU, explica que a planta contém anabazina, um alcaloide capaz de causar paralisia muscular, respiratória e até morte.

O consumo da planta é altamente perigoso e não deve ocorrer em nenhuma circunstância.

Sintomas e intervenções médicas

As quatro pessoas apresentaram sintomas imediatos são mal-estar, dormência nas pernas, fraqueza muscular, dificuldade para respirar e visão prejudicada. O Samu foi acionado para reforçar o atendimento, e os bombeiros conseguiram reverter paradas cardiorrespiratórias em todos os pacientes.

Um homem de 60 anos e dois de 67 também sofreram paradas e foram encaminhados para diferentes unidades de saúde.

Riscos e alerta à população

Este caso serve como alerta para a população sobre os perigos de consumir plantas desconhecidas, mesmo que se pareçam com vegetais comuns.

A Vigilância Sanitária recomenda verificar sempre a procedência e identificar corretamente plantas antes do consumo, principalmente em regiões rurais, onde plantas tóxicas podem ser facilmente confundidas com alimentos.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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