A empresa finlandesa IXI prepara o lançamento de óculos inteligentes com aparência semelhante às armações convencionais, mas equipados com tecnologia de autofoco capaz de ajustar automaticamente a prescrição das lentes de acordo com as necessidades visuais do usuário.
O funcionamento do dispositivo se baseia em sensores de rastreamento ocular combinados com lentes de cristal líquido, que permitem a alteração instantânea do grau, eliminando a necessidade de zonas fixas de magnificação.
Óculos de foco automático
- A iniciativa surge como alternativa às lentes bifocais e multifocais usadas para correção de diferentes distâncias.
- Os óculos utilizam lentes dinâmicas com autofoco, eliminando áreas fixas de magnificação.
- A tecnologia amplia e posiciona melhor a área de leitura, com base no exame oftalmológico do usuário.
- Na maior parte do tempo, a lente permanece ajustada para visão de longa distância, ampliando o campo visual.
- O rastreamento ocular é feito por sensores ópticos com luz infravermelha.
- O produto foi projetado para uso diário, embora as condições ideais de funcionamento ainda não tenham sido detalhadas.
Modelos tradicionais
- Lentes bifocais, criadas no século XVIII, possuem áreas separadas para cada distância visual.
- Lentes progressivas, desenvolvidas a partir da década de 1960, oferecem transição gradual entre as áreas.
- Ambos os modelos exigem direcionamento do olhar, podem causar distorções periféricas, demandam adaptação e têm custo elevado.
Limitações e segurança
- Há uma área de transição que pode gerar distorções pontuais.
- Testes adicionais são necessários para uso em situações como a condução de veículos.
- O sistema possui modo de segurança que retorna à prescrição básica em caso de falha.
Comércio
A empresa reúne cerca de 75 funcionários e já levantou mais de US$ 40 milhões em investimentos. O lançamento dos óculos está previsto para o próximo ano, com foco no segmento premium do mercado óptico. O modelo terá componentes eletrônicos discretos, bateria recarregável e design semelhante ao de óculos tradicionais.
A comercialização deve começar na Europa, após aprovação regulatória, e avançar posteriormente para os Estados Unidos e outros mercados. A estreia contará com poucos modelos, em diferentes tamanhos, e aposta no autofoco como inovação capaz de transformar o setor óptico.





