A nova política de Imposto de Renda já tem impacto garantido para quem ganha até 5 mil reais por mês.
A lei foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PL) e entra em vigor no início de 2026, o que levantou uma pergunta comum entre trabalhadores e especialistas: o que realmente muda na declaração daquele ano e como ficam as outras faixas de rendimento.
Confira a tabela atualizada de isenção de Imposto de Renda em 2026
O ponto central da mudança é a ampliação da faixa de isenção. A partir do ano base de 2026, contribuintes com renda mensal de até 5 mil reais deixam de recolher Imposto de Renda.
Esse avanço consolida uma das promessas mais repetidas pelo governo, que defende que o alívio para quem ganha menos ajuda a estimular consumo, melhorar a condição das famílias e movimentar setores da economia.
Segundo estimativas oficiais, mais de 15 milhões de brasileiros serão beneficiados, entre pessoas que deixam de pagar o tributo e outras que passam a ter desconto maior.
A lei não altera a tabela inteira, que permanece sem correção integral desde 2015, mas inclui novos descontos para quem recebe entre 5.000,01 e 7.350 reais.
Essa faixa passa a ter uma redução parcial do imposto, o que diminui o peso mensal para trabalhadores que não entram na linha de isenção completa, mas ainda assim sentem o impacto da defasagem acumulada ao longo das últimas décadas.
O governo também buscou uma forma de financiar a medida. Para compensar a perda de arrecadação gerada pela nova política, a lei cria uma tributação adicional para contribuintes de alta renda.
Quem recebe acima de 600 mil reais por ano poderá pagar até 10 por cento extras, em um modelo progressivo que afeta cerca de 140 mil declarantes.
O Ministério da Fazenda afirma que, com esse ajuste, o projeto se mantém neutro do ponto de vista fiscal e divide de forma mais proporcional o peso do sistema tributário.
Isenção do Imposto de Renda terá efeito na declaração entregue em 2027
A mudança efetiva para o contribuinte acontece no momento da declaração do Imposto de Renda de 2027, que se refere aos ganhos de 2026.
Ou seja, embora a lei já esteja sancionada, seus efeitos práticos aparecem no ano seguinte, quando milhões de pessoas verão a diferença no cálculo final.
Para quem ganha acima de 7.350 reais por mês, nada muda no percentual de 27,5 por cento, já que a nova política não altera as faixas superiores da tabela.
Com isso, 2026 marca um novo desenho para a base do Imposto de Renda.
A ampliação da isenção, mesmo sem corrigir toda a tabela, cria um alívio direto para trabalhadores de baixa e média renda e reposiciona o peso da arrecadação entre diferentes grupos de contribuintes.






