Mais Tendências - Tribuna de Minas
  • Cidade
  • Contato
  • Região
  • Política
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura
  • Empregos
Mais Tendências - Tribuna de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados
Mais Tendências - Tribuna de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados

Como fica a escala 12×36 se nova jornada de trabalho for aprovada pela Câmara

Por Leticia Florenço
17/04/2026
Em Colunas, Mais Tendências
0
Trabalho - Reprodução/iStock

Trabalho - Reprodução/iStock

A proposta enviada pelo governo ao Congresso para reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas e substituir a escala 6×1 pelo modelo 5×2 recoloca no centro do debate a organização do tempo de trabalho no Brasil.

A medida, apresentada com urgência constitucional, busca alinhar o país a tendências internacionais que priorizam equilíbrio entre produtividade e qualidade de vida. No entanto, a transição levanta dúvidas importantes, especialmente sobre regimes diferenciados como a escala 12×36.

O que muda com o fim da escala 6×1

O fim da tradicional escala de seis dias consecutivos de trabalho com apenas um de descanso representa uma ruptura significativa com um modelo amplamente adotado em setores como comércio e serviços.

A proposta estabelece dois dias de descanso semanal remunerado, o que, na prática, reduz a carga física e mental dos trabalhadores.

Além disso, a redução da jornada semanal para 40 horas reforça a ideia de redistribuição do tempo, permitindo maior convivência familiar, acesso ao lazer e até oportunidades de qualificação profissional.

Como fica a escala 12×36 no novo cenário

Apesar das mudanças, o projeto preserva a possibilidade da escala 12×36, mas com condições. Esse modelo, bastante comum em áreas como saúde, segurança e vigilância, continuará permitido desde que seja formalizado por acordo ou convenção coletiva.

A principal exigência é o respeito à média semanal de 40 horas. Isso significa que, mesmo com jornadas longas de 12 horas consecutivas, a soma total de horas trabalhadas ao longo da semana não poderá ultrapassar o novo limite estabelecido.

A lógica por trás da manutenção desse regime

A decisão de manter a escala 12×36 não é aleatória. Trata-se de um modelo considerado funcional em atividades que exigem continuidade operacional, como hospitais e serviços essenciais.

Nesses casos, a alternância entre longos períodos de trabalho e descanso prolongado pode ser mais eficiente do que jornadas tradicionais. Por outro lado, a exigência de negociação coletiva busca evitar abusos e garantir que o trabalhador tenha respaldo sindical ao aderir a esse tipo de regime.

Impactos para trabalhadores e empregadores

Para os trabalhadores, a proposta traz uma expectativa de melhoria na qualidade de vida, com mais tempo livre e menor desgaste. No caso específico da escala 12×36, a manutenção do modelo garante segurança jurídica para quem já atua nesse formato.

Já para os empregadores, o cenário é mais desafiador. A redução da jornada pode exigir contratação de mais funcionários ou reorganização das escalas, aumentando custos operacionais. Em setores que já utilizam a 12×36, pode haver necessidade de ajustes finos para cumprir a nova média semanal.

Negociação coletiva ganha protagonismo

Um dos pilares da proposta é o fortalecimento das negociações coletivas. A definição de jornadas, dias de descanso e manutenção de escalas diferenciadas, como a 12×36, passa a depender ainda mais do diálogo entre empresas e sindicatos.

Esse ponto é visto como essencial para adaptar a legislação às diferentes realidades econômicas e regionais do país, evitando soluções rígidas que não contemplem especificidades de cada setor.

Tramitação acelerada e disputa política

O projeto tramita em paralelo a propostas semelhantes já em análise na Câmara, incluindo uma PEC que prevê redução ainda maior da jornada semanal. A urgência constitucional impõe um ritmo acelerado às discussões, podendo travar a pauta legislativa caso não seja votado dentro do prazo.

Esse cenário indica que o tema deve gerar intensos debates entre governo, Congresso e setores produtivos, com possibilidade de ajustes no texto original.

Produtividade no centro da discussão

Especialistas apontam que a redução da jornada só será sustentável a longo prazo se vier acompanhada de ganhos de produtividade. Investimentos em tecnologia, qualificação profissional e infraestrutura são considerados fundamentais para equilibrar os impactos econômicos da medida.

Sem essas melhorias, há receio de aumento de custos e possível redução na competitividade das empresas brasileiras.

Se aprovada, a proposta pode marcar uma das maiores transformações nas relações de trabalho no Brasil nas últimas décadas, redefinindo não apenas quanto se trabalha, mas como se vive.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

Próximo post
Reprodução: Conmebol Libertadores

Abel recebe aviso e atacante que nem estreou no Palmeiras pode sair por R$ 120 milhões

Confira!

Cachorro - Reprodução/iStock

A psicologia explica por que quem conversa com o pet como se fosse gente tem características acima da média

05/06/2026
Imposto de Renda Receita Federal

Mesmo com problemas na pré-preenchida, declaração pode virar automática em 3 anos

05/06/2026
Esponja - Reprodução/Unsplash/fcafotodigital

Estudo comprova que a esponja de louça libera microplásticos na água a cada vez que é usada

05/06/2026

Copyright Tribuna de Minas. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo dessa página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a autorização escrita da Tribuna de Minas

Contato

Bem-vindo de volta!

Faça login abaixo

Esqueceu a senha?

Recupere sua senha

Insira seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Log In

Adicionar nova Playlist

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Contato

Tribuna de Minas