A pesquisa Datafolha revelou que 33% dos brasileiros avaliam a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva como ótima ou boa.
Esse número representa uma alta de quatro pontos em relação ao levantamento de julho e devolve o presidente ao patamar de dezembro de 2024, quando ainda não havia enfrentado a sequência de crises políticas e econômicas que desgastaram sua imagem no início de 2025.
Apesar da recuperação, a rejeição ao governo segue maior: 38% dos entrevistados classificam a administração como ruim ou péssima. Outros 28% consideram a gestão regular, o que mostra um eleitorado ainda dividido, enquanto 2% não souberam ou não quiseram responder.
O peso da condenação de Bolsonaro
O julgamento de Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal, que resultou em condenação por atentado à democracia, influenciou o cenário político. Para parte da população, o episódio reforça a legitimidade de Lula como líder democrático.
Já para a oposição, o caso é utilizado como narrativa de perseguição, alimentando a polarização que ainda marca a política nacional.
O presidente tenta recuperar a confiança popular após meses de turbulência. Problemas como inflação, desemprego e a chamada “crise do Pix” abalaram a credibilidade do governo.
A ligeira melhora na avaliação pode indicar espaço para recuperação, mas depende de resultados concretos na economia e da capacidade de garantir estabilidade institucional.
Comparativo com pesquisas anteriores
Em dezembro de 2024, Lula registrava 35% de ótimo ou bom, 34% de ruim ou péssimo e 29% de regular. Em julho de 2025, os índices caíram para 29% de ótimo ou bom e 39% de ruim ou péssimo.
Agora, em setembro, os números mostram 33% de ótimo ou bom e 38% de ruim ou péssimo, com 28% de regular. O movimento indica oscilação, mas ainda sem inversão do quadro de maior reprovação.
Os próximos meses serão decisivos para definir se Lula conseguirá ampliar sua base de apoio ou se continuará enfrentando altos índices de rejeição.





