Sob o comando do novo CEO, o brasileiro Henrique Braun, que assumiu a liderança em 2026, a Coca-Cola vem adotando a chamada “arquitetura de preços”, estratégia que reorganiza a oferta por porção e busca alternativas mais acessíveis sem redução direta de valores.
Na prática, isso se reflete na ampliação de embalagens menores, como latas reduzidas e garrafas de 1,25 litro, formatos voltados a se adequar ao orçamento diário dos consumidores.
A iniciativa integra um movimento mais amplo da companhia para responder às mudanças no comportamento do consumidor, à inflação persistente e à perda de poder de compra, especialmente no mercado dos Estados Unidos.
Inflação na Coca-Cola
Cenário do mercado
- Consumo de refrigerantes tradicionais em queda estrutural nos Estados Unidos.
- Pressão causada por fatores como:
- preocupações com saúde
- aumento da concorrência de outras bebidas
- impacto prolongado da inflação nos hábitos de consumo
Estratégia da empresa
- Aposta em diversificação do portfólio para conter a retração.
- Expansão de linhas premium e produtos segmentados.
- Oferta de opções com menor volume e entrada mais acessível.
Resultados recentes
- Alta de 12% nas vendas no primeiro trimestre de 2026.
- Desempenho acima das expectativas do mercado.
- Fortalecimento em canais de consumo recorrente, como redes de fast-food.
- Aumento da concorrência nesses canais estratégicos.
Uso de tecnologia
- Aplicação de inteligência artificial em diferentes frentes:
- previsão de demanda
- otimização de estoques
- criação de campanhas publicitárias
- Objetivo de reduzir custos operacionais e melhorar eficiência logística e de distribuição.
Tendência do mercado
O movimento segue uma tendência mais ampla no setor de alimentos e bebidas, também adotada por empresas como PepsiCo e Nestlé. No curto prazo, embalagens menores funcionam como resposta à pressão inflacionária.
Já no longo prazo, o desafio é manter relevância em um mercado em transformação, no qual o refrigerante perdeu espaço como consumo diário automático.
A estratégia também se apoia no comportamento do consumidor. Embalagens menores reduzem a percepção de gasto imediato, diminuem a resistência à compra e aumentam a sensação de controle financeiro.
Além disso, mudanças graduais no tamanho dos produtos tendem a ser menos percebidas do que reajustes diretos de preço, o que torna a aceitação mais fácil para o público.





