Com quase 60 anos de atuação no mercado e uma gigantesca carteira de clientes, a Mastercard certamente é uma das bandeiras de cartão mais populares do mercado, mas também é amplamente reconhecida por sua dedicação à inovação.
Entretanto, mesmo com o objetivo de aumentar a segurança das transações físicas e digitais, uma decisão recente da empresa acabou dividindo opiniões, principalmente por conta de um detalhe relacionado aos cartões.
Isso porque, dentro dos próximos cinco anos, a Mastercard pretende aderir à chamada tokenização total, e assim eliminar todos os dados sensíveis que ficam expostos, como o número fixo do cartão (PAN), composto por 16 dígitos.
Além disso, o Código de Verificação do Cartão (CCV) e a data de validade, que são cruciais para concluir transações, também serão removidos. De acordo com o que foi divulgado, apenas o nome do titular e o chip/contactless continuarão aparecendo.
A iniciativa da Mastercard visa prevenir a interceptação de dados, tornando praticamente impossível qualquer acesso não autorizado quando cada cartão gerar um token único e criptografado a cada transação. Segundo a empresa, embora o procedimento pareça complexo, ele certamente proporcionará maior segurança aos usuários.
Novo cartão da Mastercard pode remodelar o mercado
De acordo com a Mastercard, a tokenização já abrange 50% das transações globais, e a empresa projeta alcançar 100% até 2030, incluindo cartões físicos, carteiras digitais e pagamentos pelo celular.
Vale ressaltar que a novidade representa uma das etapas de um investimento bilionário da Mastercard na modernização do padrão global de segurança. E embora ainda esteja em fase de desenvolvimento, a tecnologia já evidencia potencial para impactar significativamente todo o mercado financeiro.
Inclusive, de acordo com especialistas, considerando a promessa de redução de custos operacionais e de perdas por fraudes, a tokenização tende a beneficiar todo o ecossistema de pagamentos. Por conta disso, sua adoção em larga escala é apenas uma questão de tempo.






