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Cientistas tentam explicar 1.400 círculos gigantes no fundo do mar

Por Leticia Florenço
13/03/2026
Em Colunas, Mais Tendências
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Uma descoberta curiosa no fundo do Mar Mediterrâneo tem despertado grande interesse entre pesquisadores e exploradores do oceano. Cientistas identificaram cerca de 1.400 círculos gigantes espalhados pelo leito marinho, formando um padrão geométrico surpreendentemente regular.

A precisão dessas estruturas, distribuídas ao longo de uma extensa área arenosa, levanta questionamentos sobre quais processos naturais poderiam ter moldado figuras tão simétricas em um ambiente normalmente marcado por irregularidades.

O fenômeno foi registrado durante uma expedição científica liderada pelo mergulhador e explorador francês Laurent Ballesta, conhecido por participar de missões de pesquisa em grandes profundidades.

Utilizando tecnologias avançadas de exploração submarina, a equipe conseguiu mapear e registrar imagens detalhadas dessas formações incomuns.

Estruturas gigantes e altamente simétricas

Os círculos foram encontrados distribuídos em uma área aproximada de 250 mil metros quadrados, com dimensões consideráveis e contornos bastante definidos.

A superfície arenosa do fundo marinho apresenta marcas que parecem ter sido cuidadosamente desenhadas, formando anéis que se repetem de maneira impressionantemente uniforme.

Essa repetição é justamente o fator que mais chama a atenção dos cientistas. Diferentemente de muitas formações naturais que surgem de maneira irregular, esses círculos mantêm um padrão consistente, sugerindo que algum processo específico atuou repetidamente na região ao longo do tempo.

Os pesquisadores analisaram horas de imagens e dados coletados durante as expedições para confirmar que as estruturas não eram apenas irregularidades isoladas no terreno. A partir dessas análises, foi possível elaborar um mapa detalhado da área, revelando a organização sistemática das formações.

Tecnologia submarina revela o fenômeno

Para investigar o local, a equipe científica utilizou equipamentos de alta precisão capazes de operar em profundidades significativas. Sistemas de sonar foram essenciais para mapear o relevo do fundo marinho e identificar os contornos exatos dos círculos.

Além disso, submersíveis especializados permitiram a observação direta das estruturas, registrando imagens e vídeos que ajudaram os cientistas a compreender melhor a disposição das formações.

Esses recursos tecnológicos possibilitaram criar representações tridimensionais do terreno, revelando detalhes que seriam impossíveis de observar apenas com mergulho tradicional.

A combinação de sonar, registros visuais e análises digitais permitiu confirmar que os círculos fazem parte de um padrão maior e não são formações isoladas.

Hipóteses sobre a origem das formações

Apesar das análises detalhadas, a origem dos círculos gigantes ainda não foi totalmente esclarecida.

Uma das hipóteses mais discutidas entre especialistas em geomorfologia sugere que as estruturas podem ter sido formadas por correntes marítimas e redemoinhos persistentes, que ao longo de décadas moldaram a areia do fundo do mar de maneira gradual.

Outra possibilidade considerada envolve a ação de organismos marinhos que interagem constantemente com o sedimento. Certas espécies são capazes de modificar o fundo arenoso ao cavar ou movimentar partículas de areia repetidamente, o que pode gerar padrões visíveis ao longo do tempo.

Cada uma dessas teorias apresenta indícios que sustentam as análises iniciais, mas até agora nenhuma explicação foi confirmada de forma definitiva. A uniformidade das bordas dos anéis continua sendo um dos aspectos mais intrigantes do fenômeno.

Impacto da descoberta para a ciência oceânica

A descoberta chamou a atenção da comunidade científica internacional e também foi destacada pelo jornal francês Le Parisien, que ressaltou o caráter misterioso das formações observadas.

Mais do que uma curiosidade visual, o fenômeno pode contribuir para ampliar o conhecimento sobre diversos processos que ocorrem nos oceanos.

O estudo dessas estruturas pode ajudar pesquisadores a compreender melhor a dinâmica das correntes marinhas, os processos de sedimentação e até mesmo o comportamento de organismos que vivem próximos ao fundo do mar.

Dependendo dos resultados das pesquisas futuras, os círculos poderão servir como referência para identificar padrões semelhantes em outras regiões oceânicas.

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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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