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Cientistas fazem alerta sobre condição que cresce entre usuários de cannabis

Por João Carlos Gomes
01/12/2025
Em Geral
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Foto: Alimurat Üral/Pexels

Foto: Alimurat Üral/Pexels

Os defensores da legalização do consumo de cannabis frequentemente argumentam que ela apresenta um risco menor em comparação com substâncias legais, como o álcool e o tabaco. Porém, pesquisas científicas frequentemente contradizem esta perspectiva.

Inclusive, um estudo conduzido por cientistas da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, revelou a existência de uma condição que vem crescendo entre usuários regulares de cannabis, que inclusive teve seu risco reconhecido recentemente pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Trata-se da síndrome da hiperêmese canabinóide, que provoca crises intensas de dor abdominal, náuseas e vômitos. De acordo com as pesquisas, ela afeta principalmente usuários frequentes, mas tem causado diversas hospitalizações.

De acordo com o estudo, os sintomas geralmente surgem em até 24 horas após o último consumo de cannabis e podem durar por vários dias, além de reaparecerem algumas vezes ao ano. E vale destacar que, até o presente momento, ainda não foi descoberto um medicamento para tratar a condição.

Contudo, muitos pacientes relatam que, ao tomar banhos muito quentes, é possível sentir um alívio temporário da condição. Mas de acordo com os pesquisadores, a suspensão completa do uso da cannabis é, até então, a única cura.

Reconhecimento da OMS impulsionará combate à condição

Conforme mencionado anteriormente, a síndrome da hiperêmese canabinóide passou a ser reconhecida, a partir do dia 1º de outubro, pela OMS e, com isso, recebeu um código específico na Classificação Internacional de Doenças (CID).

Desta forma, hospitais e clínicas poderão passar a utilizar o código R11.16 para identificar a condição de forma padronizada, e assim ampliar as pesquisas a seu respeito, que originalmente eram dispersas, contando com pouquíssimas informações.

Vale lembrar que, apesar de estar associada ao uso contínuo de cannabis, há usuários que não manifestaram o problema. Portanto, com o novo código, ficará mais fácil compreender melhor quais são as pessoas que estão mais vulneráveis à síndrome.

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João Carlos Gomes

João Carlos Gomes

Jornalista formado pelo Centro Universitário Carioca, criador de conteúdo e músico independente nas horas vagas.

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