Uma cidade que permaneceu desaparecida por mais de dois milênios veio à tona graças ao trabalho de uma missão arqueológica internacional.
Localizada na região do delta oriental do rio Nilo, no Egito, a antiga cidade de Imet, que remonta ao século IV a.C., foi identificada por pesquisadores egípcios e britânicos.
A descoberta lança nova luz sobre a vida urbana, a arquitetura e os rituais religiosos praticados na região durante o Período Tardio da civilização egípcia.
Cidade perdida há 2.500 anos é encontrada por arqueólogos
Os pesquisadores concentraram seus esforços no sítio arqueológico de Tell el-Fara’in, também conhecido como Tell Nabasha.
Utilizando imagens de satélite de alta precisão, a equipe identificou padrões incomuns no solo — agrupamentos de tijolos de barro que sugeriam a presença de estruturas construídas pelo homem.
A investigação no terreno confirmou as suspeitas: entre os achados estão casas com vários andares, armazéns bem planejados e uma estrada que levava a um antigo templo dedicado à deusa Wadjet.
O grau de conservação e a robustez das fundações indicam que Imet não era apenas um vilarejo, mas sim uma cidade com organização urbana avançada. A densidade das construções e a presença de vias planejadas sugerem um centro habitado intensamente, com funções administrativas, religiosas e econômicas.
Para os arqueólogos, trata-se de uma evidência sólida de que Imet teve papel relevante no delta do Nilo, funcionando como núcleo regional de importância no Egito Antigo.
Descoberta da cidade perdida oferece pistas sobre cultura da época
Além da área residencial, escavações revelaram a estrutura de um edifício datado do Período Ptolemaico, com piso de gesso calcário e pilares de grandes dimensões.
Essa construção, localizada próxima a uma rota cerimonial associada ao culto de Wadjet, marca uma fase de transição religiosa, refletindo alterações nas práticas espirituais com o passar dos séculos.
Entre os objetos resgatados, destacam-se artefatos rituais como uma estatueta funerária de faiança (ushabti) da 26ª Dinastia, uma placa com a figura do deus Harpócrates e um sistro de bronze decorado com imagens da deusa Hator.
Esses elementos oferecem pistas valiosas sobre as crenças, o simbolismo e o cotidiano espiritual da população da época.
A descoberta de Imet redefine o entendimento arqueológico sobre o delta do Nilo, abrindo novas possibilidades para estudos sobre urbanismo, religião e política no Egito do Período Tardio.





