Uma tendência inusitada vem ganhando destaque internacional: adultos usando chupetas, especialmente na China e nos Estados Unidos. Apresentada como uma forma de reduzir ansiedade e estresse, a prática cresce tanto nas redes sociais quanto em lojas especializadas. No entanto, especialistas alertam para possíveis riscos à saúde física e mental.
Na China, o aumento das vendas é perceptível em estabelecimentos físicos e online, enquanto nos Estados Unidos vídeos virais mostram adultos recorrendo às chupetas como suposto recurso de relaxamento. A forte presença digital reforça a impressão de que se trata de uma solução simples para questões emocionais complexas, embora essa percepção possa ser enganosa.
Uso de chupeta por adultos
Profissionais de saúde mental alertam que o uso de chupetas por adultos pode oferecer apenas alívio temporário, sem abordar a origem da ansiedade ou do estresse. A prática pode levar indivíduos a substituir acompanhamento terapêutico adequado por soluções paliativas, mascarando a necessidade de intervenções mais eficazes, como a terapia cognitivo-comportamental ou técnicas de manejo do estresse.
Os efeitos negativos não se limitam à esfera psicológica. Especialistas em odontologia apontam que o uso contínuo pode causar desalinhamento dentário, alterações na mordida e até dificuldades respiratórias devido à abertura constante da boca. O risco de infecções bucais também aumenta, e a correção desses problemas geralmente exige tratamentos longos e custosos.
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Alerta para a nova moda
Pesquisadores e especialistas em saúde advertiram que a difusão dessa prática nas redes sociais pode incentivar a confusão entre alívio temporário e soluções efetivas para questões emocionais. Analogias com comportamentos prejudiciais, como fumar para reduzir a ansiedade, evidenciam que o conforto proporcionado pela chupeta é superficial.
O consenso entre os profissionais é de que adultos que consideram adotar essa prática devem ponderar cuidadosamente os riscos envolvidos. Para lidar com ansiedade e estresse de forma segura e eficiente, recomenda-se recorrer a terapias comprovadas, técnicas de relaxamento, atividades físicas regulares e acompanhamento psicológico qualificado.





