A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou nesse fim de semana a volta das equipes brasileiras ao game eFootball, da empresa Konami Digital Entertainment. A entidade e a empresa japonesa selaram o acordo após um período de mais de um ano sem licenciamento do Campeonato Brasileiro e da Seleção Brasileira principal.
Licenciado desde o antigo Pro Evolution Soccer 2013, o Campeonato Brasileiro é a principal liga sul-americana da franquia PES/eFootball. A Konami apostou no mercado brasileiro de games esportivos e até hoje possui uma legião de fãs no país que realizam o download do jogo no computador e smartphones para jogar com sua equipe de coração.
Para o presidente da CBF, Samir Xaud, a colaboração entre a entidade e a Konami reforça a identidade do futebol brasileiro no cenário dos games para as gerações mais novas:
“Os games são, hoje, a porta de entrada de muitos jovens para o futebol. Estar presente nesse ambiente, de forma oficial e estruturada, é estratégico para a CBF. É uma maneira de aproximar esse público da Seleção Brasileira e dos nossos clubes, reforçando identidade, pertencimento e paixão pelo futebol nacional” – explicou o presidente da CBF, Samir Xaud.
O eFootball está disponível para download gratuito para smartphones de modelo Android (versões superiores à 7.0), iOS e Iphone (15); para computadores com sistema operacional Windows 11, com capacidade de armazenamento de 8 gigabites; além dos tradicionais consoles de video game Playstation (PS4 e PS5) e Xbox (Series e One).
Disputas com a EA Sports e a Lei Pelé
Princpal adversária no mundo dos games de futebol, a EA Sports, dona da franquia FIFA/EA FC, historicamente competiu com a Konami pela licenciatura completa do campeonato brasileiro e outras competições sul-americanas. Mas tanto a empresa japonesa como a empresa americana já tiveram problemas com a justiça brasileira.
Em 2014, o movimento Bom Senso Futebol Clube, liderado por ex-jogadores, exigiu que as empresas desenvolvedoras de games esportivos seguissem a Lei Pelé, que delimitava o uso dos direitos de imagem individualmente. Na prática, as empresas deveriam entrar em acordo com cada jogador dos clubes da Série A para explorar a imagem do atleta no video game. Na Europa, por exemplo, os clubes são representados pela Fifpro (no caso da EA) e pelas federações, que vendem seus direitos às empresas.
Com isso, muitas vezes as empresas recorriam ao sistema de jogador sem identidade visual, com apenas o nome e o uniforme corretos. Outra estratégia utilizada foi adquirir a licenciatura junto aos clubes. A Konami, por exemplo, se juntou à clubes como Flamengo, Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos e dessa forma, pode utilizar a imagem dos jogadores e estádios dessas equipes.





