O aumento acelerado de casos de gripe em países da Europa e da Ásia levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a emitir um alerta global e recomendar o uso de máscaras como medida preventiva nessas regiões.
Autoridades de saúde observam uma circulação intensa de um subtipo específico do vírus influenza, responsável por elevar internações e pressionar sistemas de saúde já sobrecarregados pelo período sazonal de doenças respiratórias.
Casos de gripe na Europa deixa a OMS em alerta global e pede uso de máscara
A gripe em questão é causada por um subclado do vírus influenza A (H3N2), identificado por especialistas como uma variante que passou a predominar em diversos países desde o segundo semestre do ano.
Embora não apresente sinais de maior gravidade clínica em comparação com outras gripes conhecidas, sua capacidade de disseminação tem chamado a atenção.
Alterações em proteínas do vírus, especialmente na hemaglutinina, parecem ter facilitado a infecção entre pessoas, contribuindo para um crescimento rápido no número de casos.
Os sintomas seguem o padrão típico da gripe: febre, dores no corpo, cansaço intenso, tosse, coriza e mal-estar geral. Na maioria das pessoas, a recuperação ocorre em poucos dias, com repouso e hidratação.
No entanto, o vírus representa um risco maior para grupos vulneráveis, como idosos, crianças pequenas, gestantes e indivíduos com doenças crônicas, que podem evoluir para complicações respiratórias graves e necessitar de internação hospitalar.
Na Europa, a circulação desse subtipo provocou um início antecipado da temporada de infecções respiratórias, que tradicionalmente ocorre no auge do inverno. Países relataram crescimento expressivo de casos ainda no final do outono, alterando o padrão esperado da doença.
Na Ásia, especialmente no Sudeste e no Leste do continente, o vírus também se espalhou com rapidez, chegando a representar uma parcela significativa das infecções confirmadas por testes laboratoriais.
Vírus da gripe também já começa a se espalhar na África e Américas
A disseminação não se limita a esses continentes. Dados monitorados pela OMS indicam presença crescente do vírus em regiões da África, da Península Arábica e das Américas, o que reforça a preocupação com a circulação global da variante.
No continente americano, alguns países já registram aumento de casos associados ao influenza A (H3N2), sinalizando uma possível expansão nas próximas semanas.
Diante desse cenário, a OMS reforça a importância da vigilância epidemiológica contínua e da vacinação anual contra a gripe, considerada fundamental para reduzir casos graves e mortes.
O órgão também destaca medidas simples de prevenção, como o uso de máscaras em ambientes fechados ou com aglomeração, isolamento voluntário de pessoas com sintomas e cuidados básicos de higiene, como lavar as mãos com frequência.
Essas ações, segundo a organização, podem conter a transmissão e reduzir o impacto da gripe nos sistemas de saúde ao redor do mundo.





