Um estudo recente publicado na revista Nature Medicine voltou a alertar sobre os riscos do consumo de carnes processadas, como salsicha, linguiça, bacon, presunto e salame, produtos comuns na alimentação diária de milhões de brasileiros.
A pesquisa realizou uma análise abrangente de mais de 60 estudos anteriores e concluiu que esses alimentos estão incluídos no mesmo grupo de risco de câncer que o cigarro, segundo a classificação da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS).
Riscos da carne processada
Carnes processadas e seus riscos segundo o estudo da Nature Medicine:
- Classificação: Grupo 1 de agentes cancerígenos da IARC, o mesmo grupo do cigarro.
- Principais efeitos: Causam câncer em humanos, com destaque para câncer colorretal.
- Quantidade segura: Não existe; mesmo pequenas porções diárias aumentam o risco.
- Impactos quantitativos do consumo diário: 11% de aumento no risco de diabetes tipo 2; 7% de aumento no risco de câncer intestinal.
- Perspectiva populacional: Segundo o médico Clayton Macedo (SBEM), efeitos individuais podem parecer modestos, mas se tornam alarmantes quando avaliados em larga escala.
Comparação com outros vilões alimentares:
- Refrigerante: Uma lata por dia (350 ml) aumenta: 8% o risco de diabetes e 2% o risco de doença cardíaca isquêmica
- Gordura trans: Consumo diário (0,25% a 2,56% das calorias) aumenta: 3% o risco de problemas cardiovasculares
Apesar de outros alimentos também apresentarem riscos, as carnes processadas lideram os maiores aumentos de risco, sendo consideradas a principal preocupação para a saúde pública.
Limite no consumo
Embora carnes processadas sejam convenientes e amplamente disponíveis, especialistas alertam que limitar seu consumo é essencial para prevenir doenças crônicas. Substituí-las por carnes frescas, vegetais, legumes e grãos integrais pode reduzir o risco de diabetes, câncer e problemas cardiovasculares, além de favorecer a qualidade de vida a longo prazo.
O estudo reforça a importância de conscientizar a população sobre os efeitos das escolhas alimentares, mostrando que até mesmo pequenas porções diárias podem impactar a saúde. Dessa forma, a prevenção deve ser priorizada, considerando os efeitos imediatos e os desdobramentos a longo prazo sobre o bem-estar e a longevidade.





