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Carne podre que foi pega da enchente no RS era vendida em mercado

Por Karoline Calumbi
23/01/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Corte de carne melhor e mais barato para fritar com cebola - Foto: Reprodução/TV Globo

Corte de carne melhor e mais barato para fritar com cebola - Foto: Reprodução/TV Globo

A Polícia Civil do estado do Rio de Janeiro prendeu quatro pessoas em flagrante na última quarta-feira (22), durante a Operação Carne Fraca, que desmantelou um esquema de venda de carne imprópria para o consumo.

A carne havia sido retirada de frigoríficos em Porto Alegre, após a enchente que devastou o Rio Grande do Sul (RS) em maio de 2024. Vale mencionar que, por mais de oito meses, essa carne deteriorada estava sendo comercializada como se fosse de boa qualidade em mercados e açougues em todo o Brasil.

Segundo as investigações da Delegacia do Consumidor do Rio de Janeiro (Decon-RJ), a Tem Di Tudo Salvados, empresa de Três Rios (Sul Fluminense), adquiriu 800 toneladas de carne que havia ficado submersa pela lama e água da tragédia climática do ano passado.

Apesar de alegar que o material seria utilizado para ração animal, a empresa revendeu a carne diretamente para o consumo humano.

Empresa colocava saúde pública em risco com carne podre

É importante mencionar que a Tem Di Tudo Salvados comprou as 800 toneladas de carne por um preço extremamente baixo, R$ 80 mil, enquanto o valor de mercado de carne de boa qualidade seria cerca de R$ 5 milhões. Além disso, a empresa foi flagrada com mais alimentos impróprios para o consumo em suas instalações.

Durante a operação, os agentes encontraram carne embalada a vácuo e outros produtos em condições inadequadas de armazenamento, como pedaços de carne pendurados sem refrigeração e produtos congelados em prateleiras enferrujadas.

Outro detalhe importante é que a empresa falsificava a origem da carne e a apresentava como se estivesse em bom estado. As investigações começaram após um frigorífico gaúcho denunciar a venda irregular, quando a numeração de lote das embalagens foi identificada.

A polícia agora tenta localizar outras empresas que possam ter comprado a carne sem saber de sua verdadeira condição. Isso porque, além dos quatro presos, os investigados podem ser acusados de diversos crimes, como associação criminosa, adulteração de alimentos e corrupção de produtos alimentícios.

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Karoline Calumbi

Karoline Calumbi

Jornalista pela UFRRJ, universidade da baixada do Rio de Janeiro. Apaixonada pela profissão e dedicada em diariamente informar e entreter os leitores.

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