Na tarde desta terça-feira (29), a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi presa na Itália, cerca de dois meses após deixar o Brasil. Ela teria fugido para o país europeu em maio, pouco tempo após ter sua reclusão determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Zambelli foi condenada a uma pena de dez anos de reclusão por falsidade ideológica e invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Apesar de ter tentado escapar da Justiça brasileira fazendo uso de sua cidadania italiana, a deputada acabou sendo incluída na lista vermelha da Interpol, o que a tornou procurada em 196 países.
Através das redes sociais, o deputado italiano Angelo Bonelli afirmou que denunciou o endereço de um apartamento em Roma onde Zambelli estaria hospedada. Ele também já havia solicitado urgência na extradição da parlamentar ao governo italiano.
Agora, caberá ao plenário da Câmara dos Deputados decidir se mantém ou revoga a prisão. No mês passado, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que Zambelli terá direito de se defender antes da decisão final.
Defesa de Carla Zambelli afirma que deputada se entregou
Também nas redes sociais, o advogado de Carla Zambelli, Fabio Pagnozzi, afirmou que a parlamentar decidiu se entregar às autoridades italianas para colaborar e pedir a não extradição.
Ele publicou um vídeo em que a parlamentar alega estar sendo perseguida politicamente e afirma ser inocente. Vale lembrar que, em junho, o STF encaminhou o pedido de extradição da deputada ao Ministério da Justiça
Carla Zambelli anunciou fuga nas redes sociais
Depois de ir para a Argentina em maio, Carla Zambelli seguiu viagem para os Estados Unidos, onde antecipou que viajaria para a Itália por ter cidadania do país. Inicialmente, a deputada alegou que teria deixado o Brasil para realizar um tratamento de saúde na Europa.
Contudo, em entrevista concedida posteriormente à CNN Brasil, ela afirmou que viajou à Itália para usufruir de sua cidadania, o que a impediria de ser extraditada. No dia seguinte, o ministro Alexandre de Moraes determinou sua prisão preventiva.





