O momento de se deitar deveria ser sinônimo de tranquilidade e recuperação para o corpo e a mente. No entanto, para muita gente, a hora de dormir é acompanhada por incômodos, como roncos persistentes e dores que surgem durante a noite ou ao acordar.
Esses problemas, além de atrapalharem o descanso, podem impactar diretamente a saúde a longo prazo. Mas há caminhos simples para melhorar essa situação.
O cardiologista Jorge Tartaglione, em entrevista ao site da Rádio Itatiaia, compartilhou orientações práticas que podem transformar a qualidade do sono.
Cardiologista mostra como não roncar e sentir dores ao dormir
Segundo o especialista, a posição em que se dorme é um dos fatores mais influentes na qualidade do repouso. Tartaglione recomenda dormir de lado, uma escolha que favorece a respiração, reduz os episódios de apneia e, consequentemente, diminui os roncos.
Isso acontece porque, ao evitar dormir de barriga para cima, a língua não bloqueia as vias aéreas, o que permite a passagem livre do ar. A mudança de postura é simples, mas tem potencial de aliviar um dos maiores incômodos noturnos: o ronco.
A posição lateral também oferece vantagens para quem sofre com dores nas costas. De acordo com o médico, dormir de costas ou de bruços pode desrespeitar as curvas naturais da coluna, causando tensão e dor, especialmente na lombar.
A sugestão é usar uma almofada entre as pernas ao deitar-se de lado. Esse pequeno apoio ajuda a manter o alinhamento correto da coluna e reduz o impacto nas articulações.
Postura e horário das refeições impactam hora de dormir
Outro ponto importante levantado por Tartaglione envolve o sistema digestivo. Pessoas que lidam com refluxo gastroesofágico à noite podem se beneficiar ao adotar o hábito de dormir do lado esquerdo.
Nessa posição, o esôfago permanece acima do estômago, dificultando o retorno dos ácidos gástricos.
Além das posturas adequadas, o cardiologista recomenda atenção ao jantar: refeições leves e feitas até por volta das 20 horas evitam sobrecarga no sistema digestivo.
Outro fator decisivo é o ambiente do quarto — manter o local escuro favorece a liberação natural de melatonina, o hormônio que induz o sono.
Por fim, Tartaglione reforça que, embora essas dicas possam melhorar muito o descanso, pessoas que enfrentam roncos intensos, dores crônicas ou suspeita de apneia devem procurar avaliação médica para diagnóstico e tratamento adequados.






