aO setor brasileiro de medicamentos à base de GLP-1 passou a contar com um novo produto após a introdução do Ozivy, primeira semaglutida sintética fabricada no país depois do término da patente do Ozempic, em março de 2026.
Produzido pela EMS, o medicamento entra em um mercado impulsionado pela alta demanda por tratamentos de diabetes tipo 2 e pelo uso relacionado ao controle de peso.
A Anvisa autorizou o registro do fármaco em maio de 2026, após avaliar critérios de segurança, eficácia e qualidade.
No entanto, a liberação para venda ainda depende da definição de preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), condição necessária para a comercialização. Até o momento, não há previsão oficial para o início das vendas.
Valores da caneta emagrecedora
A CMED estabeleceu o teto de R$ 803,44 por embalagem contendo uma caneta, podendo atingir R$ 1.606,88 no caso de duas unidades.
A definição considerou como base de comparação medicamentos da mesma categoria terapêutica, como o Ozempic.
Os valores não contemplam o ICMS, tributo que varia entre os estados e pode aumentar o preço final ao consumidor.
A EMS trabalha com a expectativa de praticar valores até 30% abaixo dos concorrentes importados, enquanto projeções de mercado indicam preços que podem oscilar entre R$ 500 e R$ 750 em determinadas apresentações.
Mercado e regulação
Produção e mercado
- A fabricação ocorrerá em Hortolândia (SP), com expectativa de distribuição inicial em larga escala.
- Há projeção de faturamento elevado já no primeiro ano de comercialização.
Indicação aprovada
- O uso autorizado é para adultos com diabetes tipo 2 insuficientemente controlada.
- A aplicação deve ser feita em conjunto com dieta e prática de exercícios físicos.
- O uso para obesidade ainda não possui aprovação formal da Anvisa, embora possa ocorrer de forma off label.
Regulação e ampliação de uso
- Qualquer expansão das indicações terapêuticas depende de nova solicitação à Anvisa.
- Caso seja incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS), a análise será conduzida pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).






