Em setembro de 2025, Londrina, no Paraná, enfrenta uma das ondas de calor mais intensas dos últimos anos. As temperaturas ultrapassam os 33 ºC, superando a média histórica para o mês.
A cidade, que costuma viver uma transição suave entre inverno e primavera, agora convive com dias secos, noites abafadas e praticamente nenhuma chuva para aliviar a sensação térmica.
Outro fator que preocupa é a umidade relativa do ar, que tem se mantido em índices críticos. Em várias tardes, os valores ficaram abaixo de 30%, patamar considerado de atenção pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Essa baixa umidade afeta diretamente a saúde, aumentando casos de alergias, ressecamento da pele, irritação nos olhos e problemas respiratórios.
Efeitos na saúde da população
O calor intenso somado ao ar seco exige cuidados redobrados da população, principalmente de idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas. Entre os principais riscos estão:
- Desidratação rápida;
- Queda de pressão arterial;
- Crises de asma e bronquite;
- Maior exposição a insolação e exaustão térmica.
Médicos alertam para a necessidade de manter a hidratação constante e evitar exposição ao sol nos horários mais quentes.
Expectativa frustrada de chuvas
Setembro costuma marcar o retorno gradual das chuvas no Paraná, mas este ano o cenário é diferente. A média esperada para Londrina era de 124 milímetros até a metade do mês, porém quase nada foi registrado.
O solo continua árido, a vegetação resseca e a sensação de abafamento se intensifica. Pequenos aguaceiros estão previstos, mas não devem trazer mudanças significativas.
Mudanças na rotina da cidade
O clima abrasador já altera a rotina dos londrinenses. O uso de roupas leves, a busca por ambientes climatizados e o consumo maior de água se tornaram hábitos obrigatórios.
Até o trânsito sofre: veículos superaquece(m) com facilidade, e o desconforto no transporte coletivo aumenta. Academias, escolas e empresas também precisam adaptar horários para evitar atividades físicas durante o pico de calor.
Aumento das queimadas e riscos ambientais
Com a vegetação seca e o vento quente, os incêndios se tornaram mais frequentes. Dados preliminares mostram que o número de focos de queimadas em setembro já ultrapassa o dobro do mesmo período de 2024.
Além dos danos ambientais, a fumaça agrava ainda mais os problemas respiratórios da população, especialmente nas periferias da cidade.
Recomendações para enfrentar a onda de calor
Para reduzir os impactos no dia a dia, especialistas em saúde e meteorologia reforçam algumas medidas:
- Beber, no mínimo, dois litros de água por dia;
- Evitar exercícios físicos entre 10h e 16h;
- Usar protetor solar e roupas claras;
- Umedecer ambientes internos com bacias de água ou toalhas molhadas;
- Manter atenção especial a crianças e idosos.
A falta de umidade e o bloqueio atmosférico dificultam a chegada de frentes frias, mantendo o cenário de alerta para saúde pública e riscos ambientais.





