Dois venezuelanos, Luz Granados e Johan Gonzalez-Jimenez, foram condenados à prisão e deportação após orquestrarem um esquema sofisticado que drenou centenas de milhares de dólares de caixas eletrônicos em quatro estados americanos.
A operação combinava habilidades físicas e digitais, transformando caixas eletrônicos antigos em verdadeiros dispensadores de dinheiro para criminosos.
Durante a noite, os acusados acessavam fisicamente os caixas eletrônicos em cidades como Columbia e Rock Hill. Com o equipamento aberto, conectavam um laptop ao sistema interno e instalavam um malware feito sob medida.
Esse software forçava os caixas a liberar todo o dinheiro disponível, contornando completamente protocolos de segurança bancária e transformando os ATMs em “cofres abertos” para a dupla.
Proteção aos clientes
Apesar do alto valor roubado, a investigação confirmou que as contas bancárias dos clientes permaneceram seguras. Nenhum dado pessoal ou saldo foi comprometido, e o dinheiro retirado pertencia exclusivamente aos bancos.
Isso destacou que, embora sofisticado, o ataque explorava vulnerabilidades físicas e digitais das máquinas, não das contas de usuários.
Um esquema maior do que parecia
O caso da Carolina do Sul revelou conexões com uma rede criminosa mais ampla. Evidências coletadas levaram o Distrito de Nebraska a apresentar acusações contra outras 54 pessoas envolvidas em operações semelhantes.
Isso sugere uma estrutura nacional organizada, com múltiplas células aplicando a mesma técnica em diferentes regiões simultaneamente.
A juíza distrital Mary Geiger Lewis impôs penas rigorosas. Granados aguarda deportação e deve pagar US$ 126.340 em restituição, enquanto Gonzalez-Jimenez cumprirá 18 meses de prisão, pagará US$ 285.100 e será deportado imediatamente após a sentença.
Prioridade máxima para autoridades federais
Segundo o procurador-adjunto Scott Matthews, casos de roubo digital com invasão de caixas eletrônicos seguem como prioridade máxima.
A operação demonstra como vulnerabilidades antigas podem ser exploradas e reforça a importância de protocolos de segurança robustos para prevenir que máquinas físicas se tornem alvos de ataques cibernéticos.






