A Caixa Econômica Federal anunciou que passará por uma ampla reestruturação em sua rede de atendimento, medida que vai provocar o fechamento de dezenas de agências em todo o país.
A decisão, que pegou muitos de surpresa, não estaria relacionada a dificuldades financeiras do banco, mas sim a uma mudança no comportamento dos clientes.
Segundo a instituição, a crescente preferência por serviços digitais tem esvaziado os espaços físicos, tornando necessário um redesenho da estrutura de atendimento.
Caixa Federal surpreende e anuncia fechamentos e fim de ciclo
O plano prevê o encerramento de 128 agências físicas, das quais 117 serão convertidas em unidades digitais e 11 encerradas em definitivo. A ideia é adaptar a rede da Caixa à nova realidade do setor bancário, que vem sendo moldada por aplicativos, internet banking e autoatendimento.
De acordo com a direção da instituição, as agências que estão sendo desativadas operavam com baixa demanda presencial e, em muitos casos, estavam localizadas em municípios que já contam com outras unidades mais estruturadas.
O banco assegura que nenhum funcionário será demitido. Ao todo, mais de mil trabalhadores serão realocados, de preferência para agências próximas.
Ainda segundo a Caixa, funções específicas como as de caixa, gerente de pessoa jurídica e avaliador de penhor continuarão existindo, mesmo que redistribuídas. A realocação deve priorizar profissionais com deficiência e aqueles que têm dependentes PcD.
Decisão da Caixa preocupa sindicatos e clientes com pouca familiaridade com meios digitais
Apesar das garantias apresentadas pela instituição, a decisão vem sendo alvo de críticas e preocupações, especialmente por parte dos sindicatos dos bancários.
Representantes da categoria alertam para o risco de sobrecarga nas agências que permanecerem em funcionamento, além do impacto direto no atendimento à população.
Em municípios menores e afastados, onde muitas vezes a agência da Caixa ou a lotérica são o único ponto de acesso a serviços bancários, o fechamento representa um retrocesso em termos de inclusão financeira e social.
O principal temor é de que a transição para o modelo digital exclua parte significativa da clientela, especialmente os idosos e pessoas com baixa escolaridade, que enfrentam dificuldades para lidar com tecnologia.
A situação se agrava ainda mais em regiões com acesso precário à internet, onde a presença física do banco ainda é indispensável.
A Caixa, por sua vez, afirma que segue comprometida com a missão pública e promete acompanhar de perto a adaptação da rede.






