O Edifício Almirante Barroso, conhecido como Barrosão, encerra um longo ciclo de silêncio e portas fechadas para iniciar um destino totalmente novo.
Durante décadas, foi o coração pulsante da Caixa Econômica Federal no Rio de Janeiro, mas, desde que a instituição se mudou para prédios modernos em 2018, o Barrosão ficou vazio, observando a cidade seguir seu ritmo lá fora.
Por sete anos, o edifício de 31 andares foi testemunha da rotina frenética de funcionários, clientes e decisões financeiras que moldaram o Rio. Mesmo quando parte do térreo foi ocupada pela loja Casa da Mamãe, o Barrosão mantinha a aura de espaço histórico, ainda que marcado pelo abandono e pela polêmica envolvendo obras de arte preservadas.
Reinventando o espaço urbano
Agora, o prédio passa por uma transformação radical. A ideia não é apenas construir apartamentos, mas reimaginar a função do centro da cidade.
Com até 1.070 unidades residenciais, o projeto promete oferecer qualidade de vida similar à de bairros modernos da Barra da Tijuca, incluindo academia, piscina, cinema privativo e áreas de lazer.
O térreo ganhará novos usos comerciais, como supermercado e restaurantes, com destaque para um rooftop com vista para a Baía de Guanabara.
Além disso, o projeto vai abrir novas conexões entre ruas e quarteirões, com iluminação moderna, paisagismo e circulação pensada para pedestres, fortalecendo o programa Reviver Centro e oferecendo uma experiência urbana renovada.
Um empreendimento estratégico
O Barrosão é propriedade do fundo FAMB11, administrado pela Afira Investimentos e Actual DTVM. Para transformar o prédio em realidade, será necessária a aprovação de mudanças na política do fundo pelos mais de dois mil cotistas, permitindo a venda direta das unidades e a geração de ganho de capital.
Com essa movimentação, o Barrosão não será apenas um prédio, mas um marco da revitalização do centro, superando até projetos controversos do passado, como o Buraco do Lume, e criando um novo ponto de referência na paisagem urbana.





